PT vai reinvestir na própria empresa 80% da venda da Vivo


 

Lusa/AO Online   Economia   3 de Nov de 2010, 06:57

A Portugal Telecom (PT) anunciou hoje que vai reinvestir 80 por cento do encaixe financeiro obtido com a venda da Vivo na própria empresa, ou seja, cerca de seis mil milhões de euros.

A PT vendeu a participação que detinha na operadora móvel brasileira Vivo à espanhola Telefónica por 7,5 mil milhões de euros.

Segundo informação da operadora enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o reinvestimento na empresa demonstra a confiança na sua capacidade de execução e de entrega do valor acionista.

Assim, cerca de metade do valor recebido pelo negócio da venda, ou seja, 3,75 mil milhões de euros será utilizado para a compra da participação da Oi, o que garante à PT a manutenção da sua presença no mercado brasileiro, considerado estratégico para o futuro da operadora de telecomunicações.

Os restantes 30 por cento serão aplicados no reforço da capacidade de investimento em quatro áreas, nomeadamente na rede de fibra, em que a PT tem uma penetração de 46 por cento dos lares portugueses, 1,6 milhões de casas passadas.

Os valores serão ainda investidos na preparação do lançamento da rede de quarta geração móvel (LTE), já anunciada pelo Governo, no investimento futuro nas geografias consideradas estratégicas (Portugal, África e Brasil) e no cumprimento das responsabilidades assumidas pela empresa perante os trabalhadores, garantindo, assim, as suas reformas.

Os restantes 1,5 milhões de euros, ou seja, 20 por cento do montante da venda, serão direcionados para dividendos.

No comunicado enviado à CMVM, a PT anunciou que o conselho de administração aprovou a intenção de submeter na próxima assembleia geral “uma proposta de política de remuneração acionista consistente com o perfil financeiro da empresa”, no seguimento da alienação da sua participação na Vivo e em antecipação ao investimento na Oi.

A proposta prevê um dividendo excecional de 1,65 euros por ação, do qual 1,00 euro por ação será pago em dezembro de 2010, como adiantamento dos lucros deste ano, o que terá de ser aprovado numa reunião específica do conselho de administração, e 0,65 euros por ação pago em maio de 2011, sendo que este está sujeito à aprovação da assembleia geral de acionistas.

A proposta inclui ainda um dividendo ordinário de 0,65 euros por ação para os exercícios fiscais que terminam a 31 de dezembro de 2010 e 2011, “representando um aumento de 13 por cento em relação ao compromisso inicial da empresa de 0,575 euros por ação para o mesmo período”, estando sujeito à aprovação da assembleia geral de acionistas.

“O conselho de administração irá também propor que a PT adote uma política de dividendos progressiva, com o objetivo de aumentar entre 3 e 5 por cento o dividendo por ação para o período 2012 e 2014”, refere a empresa no comunicado.

Acresce que o conselho de administração também pretende, a partir do ano fiscal de 2011, fazer aprovar um dividendo ordinário intercalar “com base no desempenho financeiro da empresa, de modo a permitir um retorno mais homogéneo aos seus acionistas ao longo do ano”.


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