Bolsa

PSI 20 caiu 1,49% em linha com a Europa


 

Lusa / AO online   Economia   22 de Jan de 2010, 15:55

O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI 20, encerrou hoje a cair 1,49 por cento, para os 8.118,39 pontos em linha com a Europa e com todos os títulos no "vermelho".
Na sessão de hoje que encerra esta semana, trocaram de mãos cerca de 64,8 milhões de acções no valor de 155,2 milhões de euros.

Os 20 títulos da bolsa portuguesa fecharam hoje a desvalorizar, com destaque negativo para a Jerónimo Martins que fechou a cair mais de 3,5 por cento, para 6,735 euros, no dia em que foi divulgado que o presidente da empresa afirmou estar a estudar uma estratégia de expansão, que deverá ter início em 2012 e não deverá focar-se na Europa de Leste, local onde a empresa já está presente.

Na energia, a Galp Energia encabeçou as descidas, a desvalorizar 2,835 por cento, para os 11,995 euros. Já a EDP caiu 0,469 por cento, para 2,974 euros, a EDP Renováveis recuou 1,049 por cento, para 6,413 euros, e a REN desceu 0,034 por cento, para os 2,980 euros.

O sector financeiro não escapou às quedas, com o BCP a descer 0,613 por cento, para 0,810 euros, o BES desvalorizar 1,124 por cento, para 4,400 euros, assim como o BPI fechou a recuar 1,408 por cento, para os 2,031 euros.

A banca acompanhou o comportamento dos congéneres europeus que foram afectados pela conjuntura negativa geral dos mercados e pelas medidas que o Presidente dos EUA, Barack Obama, pretende impor aos bancos do país.

O sector das telecomunicações registou igualmente um desempenho negativo, com a PT a cair 1,657 por cento, para 7,775 euros, a ZON a descer 1,085 por cento, para 4,195 euros, e a Sonaecom, a recuar 1,424 por cento, para 1,800 euros.

Entre as construtoras, a Teixeira Duarte desceu 2,608 por cento e a Mota-Engil recuou 1,603 por cento. A Cimpor caiu 1,290 por cento, para 6,120 euros.

As papeleiras também registaram descidas, a começar pela Portucel que desvalorizou 1,943 por cento, seguida pela Altri que caiu 1,925 por cento e pela Semapa que recuou 1,801 por cento.

No universo Sonae, a casa-mãe fechou a recuar 0,786 por cento, a Sonae Indústria a deslizar 1,797 por cento.

A Brisa desceu 1,152 por cento.

Os mercados europeus encerraram também no "vermelho", devido à situação da dívida grega e aos receios de que outros países da Zona Euro possam também enfrentar problemas com os seus défices orçamentais.

Além disso, Barack Obama afimrou também que irão ser impostas limitações às instituições financeiras, o que contribuiu igualmente para o desempenho negativo do sector bancário europeu.

O sector mineiro foi sobretudo influenciado pelos receios de um aumento das taxas de juro na China.

A bolsa portuguesa fechou em linha as praças europeias, que oscilaram entre a queda de 0,50 por cento de Londres e a perda de 1,49 por cento de Lisboa.

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