PSD quer mais instrumentos para lutar contra as doenças oncológicas


 

Lusa/Ao On line   Nacional   13 de Jan de 2010, 05:30

O PSD apresenta hoje um projecto de lei que pretende criar instrumentos para que se passe “da teoria à prática” na concretização do plano das doenças oncológicas e no combate da doença.

“A razão deste debate tem como objectivo central contribuir para que a oncologia deixe de ser o parente pobre da política de saúde deste Governo”, adiantou a deputada do PSD Rosário Águas, em declarações à Lusa.

Desta forma, durante o debate sobre a situação da oncologia em Portugal que os sociais-democratas agendaram para quinta-feira na Assembleia da República, o partido irá apresentar um projecto de lei que tenta “ir directamente às causas na inoperacionalidade dos planos oncológicos”.

Sem revelar pormenores do diploma, Rosário Águas referiu tratar-se de um projecto de lei que pretende criar condições para “a concretização efectiva do combate à doença”, de acordo com os princípios definidos pela classe médica.

“Há um reconhecimento do falhanço dos compromissos que se assumem por decreto e que não se tornam realidade”, enfatizou, numa referência aos planos oncológicos.

Recordando que o cancro é a principal causa de morte até aos 75 anos em Portugal e atinge todos os anos cerca de 40 mil pessoas, a deputada do PSD sublinhou as falhas no rastreio, cujos números estão longe de atingir as recomendações internacionais.

“Há mesmo problemas de assimetria no acesso ao rastreio e ao diagnóstico precoce”, afirmou, apontando o caso do sul do país.

Por outro lado, acrescentou, ainda não foi possível concretizar a rede oncológica prevista, nomeadamente no que diz respeito aos tratamentos realizados de uma forma multi-disciplinar.

Nos tempos de resposta, existem também melhorias a implementar, continuou Rosário Águas, lembrando que há uma íntima relação entre a altura em que a doença é detectada e a taxa de sobrevivência.

A par disto, os equipamentos existentes para os tratamentos “variam em função da região onde os doentes vivem”.

Rosário Águas deixou ainda o desafio à ministra da Saúde para que esteja presente no debate de quinta-feira, depois de na terça-feira ter enviado uma carta ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, para que faça diligências no sentido de assegurar a presença de Ana Jorge.

"Esperamos que a ministra da Saúde esteja presente", declarou.


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