PSD preocupado com aumento de 33,9% da dívida pública regional

PSD preocupado com aumento de 33,9% da dívida pública regional

 

Lusa/AO online   Regional   26 de Mar de 2018, 16:59

O porta-voz do PSD/Açores para a Economia e Finanças considerou hoje ser “muito preocupante” que a dívida bruta regional ascenda já a 1.690 milhões de euros, um aumento de 33,9% entre 2013 e 2017.

Para António Vasco Viveiros, citado em nota de imprensa, os dados hoje revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para uma situação “muito preocupante” e para o “descontrolo nas finanças públicas” dos Açores.

O dirigente especificou que, “só entre 2013 e 2017, a dívida bruta regional aumentou cerca de 430 milhões de euros, passando de 1.260 milhões [de euros] para 1.690 milhões [de euros], o que corresponde a um agravamento de 33,9%”.

Considerando que a governação do PS nos Açores “deixa uma pesada herança às futuras gerações de açorianos”, o também deputado social-democrata referiu que a informação do INE “é bem reveladora da escalada da dívida pública da região".

“Se em 2013 a dívida bruta representava 19% do Produto Interno Bruto (PIB) regional, neste momento já ascende a 41,6 por cento do PIB. Ou seja, mais do dobro”, disse.

O social-democrata declarou que as responsabilidades financeiras totais da região “são bem superiores ao valor da dívida bruta, dado que esta não inclui a dívida não financeira, as dívidas das empresas públicas que estão fora do perímetro orçamental (como a SATA ou a Lotaçor) e as responsabilidades das parcerias público-privadas (PPP)”.

De acordo com António Vasco Viveiros, se forem adicionados estes valores à dívida bruta, as responsabilidades financeiras da região “já ascendiam, no final de 2016, a 2.741 milhões de euros, ou seja, 70% do PIB dos Açores”.

O dirigente recordou que, em 2016, segundo o Tribunal de Contas, a região teve que suportar em juros 76,5 milhões de euros, que representam 47,8% do IRS pago pelos açorianos em 2016.

“Adicionando as rendas das PPP, conclui-se que em cada quatro euros de IRS pagos pelos açorianos, três euros destinaram-se a suportar os juros e as rendas das PPP”, adiantou.

Segundo António Vasco Viveiros, os 76,5 milhões de juros suportados pela região, “por causa de uma dívida que não para de aumentar”, seriam suficientes para pagar a 7.176 açorianos o rendimento equivalente a um ano de salário mínimo.



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