Assembleia Legislativa Regional

PSD pede demissão de Ana Paula Marques

PSD pede demissão de Ana Paula Marques

 

Lusa/AO online   Regional   21 de Set de 2010, 18:36

O PSD/Açores pediu esta terça-feira a demissão da secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social, numa declaração política no parlamento em que considera que Ana Paula Marques “deixou de ter as condições exigidas aos detentores de cargos públicos”.
“A secretária regional do Trabalho e da Solidariedade Social deixou de ter as condições exigidas aos detentores de cargos públicos, portanto, deve demitir-se”, afirmou António Marinho, líder parlamentar do PSD/Açores.

Na sua intervenção perante o plenário, António Marinho considerou ainda que “o presidente do Governo Regional deixou de ter na sua Secretária Regional do Trabalho e da Solidariedade Social um membro do governo acima de qualquer suspeita e, portanto, deve demiti-la”.

O pedido de demissão de Ana Paula Marques já tinha sido adiantado à Lusa por António Marinho na noite de segunda-feira, tendo origem na polémica relacionada com a bolsa de estudos que foi atribuída ao filho da secretária regional para a frequência de um curso de piloto de aviação civil.

“Os filhos dos políticos não podem ser prejudicados em nada pelo simples facto de serem filhos de quem são, mas tão pouco podem ser beneficiados”, frisou António Marinho na declaração política que hoje proferiu, acrescentando que “o que está em causa é o facto de um membro do governo regional ter alterado a legislação em vigor, beneficiando directamente o seu filho, ou seja, beneficiando-se a si próprio”.

Para António Marinho, “não só se exigia (a Ana Paula Marques) que fosse séria, como teria que parecê-lo”.

“Quando usa e abusa dos seus poderes, usando os dinheiros públicos para beneficiar o seu filho, ou seja, para beneficiar-se a si própria, deixou de parecer ser séria e, pior ainda, deixou de ser merecedora da confiança dos açorianos para poder continuar a gerir dinheiros públicos”, afirmou.

 Na resposta, Ana Paula Marques rejeitou qualquer benefício pessoal na alteração da legislação que permitiu ao filho aceder a uma bolsa de estudo para a frequência no curso de piloto de aviação civil.

A secretária regional defendeu que “não há nenhum carácter excepcional” no apoio concedido pelo governo ao seu filho, recordando que antes e depois desse subsídio foram atribuídas outras bolsas a alunos que frequentam o mesmo curso, algumas de valor superior.

Por seu lado, o líder da bancada parlamentar do PS/Açores, Hélder Silva, contestou o tom das críticas do PSD em relação a este caso, considerando que os filhos de qualquer membro do governo ou dos deputados “não podem ser penalizados” por esse facto.

Para Artur Lima, do CDS-PP, a questão deve ser vista de outra perspectiva, garantindo que, pelo vencimento que usufrui, nenhum filho seu “se candidataria a uma bolsa de estudo.

Zuraida Soares, do BE, responsabilizou os três maiores partidos por esta situação, lembrando que foi o PS, o PSD e o CDS-PP que permitiram que as bolsas de estudo fossem atribuídas independentemente das condições financeiras do agregado familiar.

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