PSD pede consensos e refundação da subordinação do poder económico ao político


 

Lusa/AO Online   Nacional   25 de Abr de 2015, 11:50

O deputado social-democrata Fernando Negrão defendeu hoje que o país precisa de "novos consensos" de médio e longo prazo e apontou que o bem-comum exige a refundação da "subordinação do poder económico ao poder político" consagrada na Constituição.

"O bem comum exige que, claramente, refundemos e reafirmemos a subordinação do poder económico ao poder político consagrada na nossa Lei Fundamental", afirmou Fernando Negrão, que interveio em nome do PSD na sessão solene do 25 de Abril.

Na sessão de comemoração dos 41 anos do 25 de Abril, no parlamento, Negrão defendeu a necessidade de se procurar "a transparência onde ainda imperam zonas de sombra que diminuem o alcance da lei e da justiça", e considerou que o fim do programa de assistência marca um antes e um depois.

"Em 2015, depois de dolorosos anos de soberania limitada e condicionada, nada mais poderá ser como dantes. Temos de aprender com os nossos erros, transformando-os numa sabedoria partilhada, capaz de servir de base para os novos consensos de que o país tão urgentemente necessita", apelou.

"Consensos estes que não deverão existir só por serem politicamente corretos, mas sim e principalmente por assentarem numa visão do país de médio e longo prazo, com o objetivo de poder melhorar hoje sem pôr em causa poder continuar a melhorar amanhã", argumentou.

Para Fernando Negrão, no "quadro de esperança" que está pela frente, "há que escolher o caminho da responsabilidade e não o caminho da ilusão".

"Doravante, o escrutínio deverá ser maior e mais minucioso, a exigência de bem-fazer terá de ser permanente", declarou.

O deputado social-democrata defendeu que "os sucessos da democracia não podem esconder as suas fragilidades", depois de um trecho do discurso em que enumerou esses sucessos, como o serviço nacional de saúde, a educação pública, o sistema de segurança social, o acesso à Justiça, entre outros aspetos.

"Temos de ter a humildade de reconhecer que, ao longo destas quatro décadas, muitos sofrimentos e danos poderiam ter sido poupados ao país e aos portugueses se decisões de governos e governantes não tivessem cedido à tentação de trocar o longo prazo pela vantagem imediata, de confundir a verdade com a ilusão, de optar pela superficialidade conveniente ao invés do caminho árduo do estudo e do trabalho, o único que permite fundamentar as decisões, fechando a porta à arbitrariedade, fazendo prevalecer, sem ambiguidade, o interesse comum sobre a influência e o clientelismo", defendeu.



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