PSD organiza-se para sair à rua em ano de eleições


 

Paula Gouveia   Regional   16 de Dez de 2007, 11:02

“Sei o que fazer, sei como fazer, sei com quem fazer”, declarou o líder do PSD, ontem, em conferência de imprensa, na sequência da reunião onde foi decidida a distribuição de responsabilidades sectoriais pelos membros da Comissão Política Regional.

“A alternativa está em marcha”, disse ainda. E, “agora é tempo de virar para a rua, de ir ao encontro dos açorianos”, exortou Costa Neves.
“Trago aos açorianos outro modelo de desenvolvimento, outra forma de estar na política, outro método e outros responsáveis”. O modelo de desenvolvimento, defendido pelo PSD, referiu o líder social-democrata, “tem os cidadãos como protagonistas, como centro da acção política”. E quanto à forma de estar na política, explicou Costa Neves, é baseada na transparência e na ética.
O presidente da Comissão Política Regional do PSD recusou falar de “um governo sombra” social-democrata. A lista de responsáveis que ontem foi apresentada não corresponde a um futuro executivo do PSD. “Um governo PSD não terá este tipo de organização”, reiterou Costa Neves. “Nem se queira ver nas pessoas que passam a assumir funções de coordenação, futuros membros de Governo do PSD”. “Assumirão as posições em nome do PSD nas respectivas áreas, serão os meus colaboradores mais directos”, esclareceu.
Costa Neves anunciou ainda a realização de uma Convenção Autárquica, no primeiro semestre do próximo ano, ilha a ilha; e na mesma altura, também ilha a ilha, a realização da Convenção Vida Nova. E fará a apresentação gradual das 50 medidas para desenvolver os Açores, que irá incluir sector a sector um conjunto de medidas e um anexo referindo o conjunto de acções previstas para cada ilha.
Cartões de boas festas e aliciamento
Iniciou-se a formação de listas de apoiantes à recandidatura de Carlos César à presidência do Governo, e a técnica seguida, revelou o líder do PSD, é a mesma de outras ocasiões: “o primeiro acto é o aliciamento”, “o segundo acto é a insistência, porque às primeiras palavras não se teve a reacção que se queria”, “o terceiro acto é a pressão e o quarto é a ameaça que passa de velada a autêntica atemorização”. “Apesar de habitual, é indecente”, sublinhou.
“Como o Governo Regional tem uma tão grande omnipresença e tão grande controlo da maior parte dos meios financeiros dos Açores e de tudo o que são actividades profissionais e empregos, usa esse poder que tem e as fragilidades que se geram para as utilizar e eterniza dependências”, afirmou ainda. “Estes ambientes propiciam-se quando temos governos de três mandatos”.
Costa Neves levou para a conferência de imprensa o cartão de boas festas de Carlos e Luísa César que está a chegar às caixas dos correios. “Também já estamos muito habituados a receber um cartão de boas festas, ou do senhor presidente do Governo ou do presidente do Partido Socialista - não sei quem é que o manda, nem quem o paga”. “O que sei é que o cartão deste ano, para além de me desejar boas festas, tem na sua face a bandeira dos Açores e na contra face o símbolo do PS - e isto também é indecente”, alertou o presidente do PSD, “porque está regulado o uso de símbolos regionais e não usa a bandeira da Região quem quer, usa quem tem direito a usar”.
“É provinciano, é ridículo, mas mais do que isso é um abuso”, declarou.

O “Governo sombra”

António Marinho fica com a pasta das Finanças e Emprego; António Ventura com a Agricultura; Jorge Macedo com os Transportes e Energia; Aires Reis com a Coesão Territorial; Joaquim Machado, com a Investigação e Tecnologias; José Manuel Bolieiro com a Saúde, Migrações e Política Social; Carla Bretão com o Ambiente; Duarte Freitas com o Mar e UE; António Meneses com a Administração Pública; Luís Bastos com as “50 Medidas” e Clélio Meneses com as convenções que o partido irá organizar nas ilhas, entre outras.


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