PSD/Madeira diz que regiões autónomas "não aguentam" as greves sistemáticas dos estivadores

PSD/Madeira diz que regiões autónomas "não aguentam" as greves sistemáticas dos estivadores

 

LUSA/AO Online   Economia   7 de Mai de 2016, 15:45

O Conselho Regional do PSD/Madeira considerou hoje que as duas regiões autónomas portuguesas "não têm possibilidades de aguentar" os "períodos sistemáticos" de greve dos estivadores nos portos nacionais.

"A greve não se resume às questões relacionadas com direitos e deveres ou com o cumprimento de serviços mínimos, mas é também um constrangimento ao normal funcionamento de muitas empresas madeirenses que têm os seus fornecimentos pendentes e a sua atividade económica ameaçada", disse o presidente da mesa do Conselho do PSD, Adolfo Brazão, após reunião em São Vicente, no norte da ilha. Os sociais-democratas madeirenses afirmam não colocar em causa o direito à greve nem as divergências entre estivadores e operadores portuários, mas sublinham que as regiões autónomas da Madeira e Açores não têm como aguentar os períodos de paralisação sistemáticos e o prejuízo que provocam. Adolfo Brazão disse, por outro lado, que o Conselho Regional do PSD pediu responsabilidade aos agentes envolvidos no Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) para que este não seja prejudicado na sequência do caso Papéis do Panamá. "O PSD/Madeira não irá admitir que os interesses dos madeirenses e da região sejam prejudicados, devido a suspeições sem nexo, com intuitos demagógicos e objetivos obscuros e populistas", declarou, realçando que o CINM gera anualmente cerca de 130 milhões de euros em impostos e é responsável pela criação de 3.000 empregos qualificados. Os sociais-democratas enalteceram, por outro lado, o trabalho desenvolvido pelo executivo regional, liderado por Miguel Albuquerque, no decurso do primeiro ano de governação, destacando aspetos como a recuperação da credibilidade das finanças públicas, o abatimento da dívida, o novo subsídio de mobilidade aérea bem como o subsídio de mobilidade para o Porto Santo e ainda o início do processo de construção de uma nova unidade hospitalar. "O nosso próximo grande desafio é vencer as eleições autárquicas do próximo ano e recuperar a presidência da Associação de Municípios da Madeira", afirmou Adolfo Brazão.


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