PSD Madeira diz que país caminha para ditadura democrática


 

Lusa/Ao online   Nacional   13 de Dez de 2007, 10:10

O líder parlamentar do PSD, Jaime Ramos, afirmou hoje que "o país caminha a passos largos para uma nova ditadura democrática" semelhante à existente no tempo de Marcelo Caetano, em 1973.
Jaime Ramos falava na Assembleia Legislativa da Madeira na votação na generalidade do Orçamento e Plano para 2008.

    "O país caminha a passos largos, e é bom que o Presidente da República se aperceba disto e passe a actuar em conformidade, para uma nova ditadura democrática, provavelmente comparável ao sistema político existente na altura de Marcelo Caetano, em 1973", declarou.

    "Com os socialistas no poder vivemos numa situação de temor, medo, perseguições, receio, ódios e vinganças", disse.

    Jaime Ramos classificou também de "vergonha" a "clientela nacional de Vera Jardim e Vitorino e companhias que, em 2008 receberão, em pareceres e estudos, cerca de 100 milhões de euros"

    Teceu críticas ao facto de Portugal emprestar 140 milhões de euros a Cabo Verde, "embora sem discutir a ajuda em termos de solidariedade", pelo facto de ser uma prática em relação a países terceiros que não é extensiva à região.

    Criticou a "descarada política de roubo de Lisboa que usurpou direitos que pertenciam aos madeirenses", afirmando que, "apesar de todas as patifarias e vingança política", a Madeira "conseguirá dar volta".

    Realçou as políticas "penalizadoras" do Governo da República para com a Madeira em sede de Orçamento de Estado, exemplificando com o facto desta ser a "única região que vê as transferências serem reduzidas em relação ao ano anterior".

    "Se somos um ónus, se não querem nos querem como parte integrante do país digam de uma vez por todas. Nós queremos ser portugueses mas não estamos dispostos a ser perseguidos, enxovalhados e roubados", sustentou.

    "Vamos continuar sozinhos, lutando pela nossa autonomia, na certeza que olhando para trás, num percurso de mais de trinta nos não sentiremos frustração, nem vergonha do que foi feito", frisou.

    "A revolução da autonomia vai continuar, custe o que custar, porque é um processo dinâmico e adaptado ao tempo. Estamos prontos para os combates que nos esperam. Não daremos tréguas aos nossos inimigos", concluiu.

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