PSD faz alusão à prisão de Sócrates e invoca a Grécia para atacar o PS

PSD faz alusão à prisão de Sócrates e invoca a Grécia para atacar o PS

 

LUSA/AO online   Nacional   6 de Jul de 2015, 15:04

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, recordou hoje a anterior governação socialista, fazendo alusão à prisão do ex-primeiro-ministro, José Sócrates, e invocou a situação da Grécia para atacar o PS

Na abertura das jornadas parlamentares do PSD e do CDS-PP, em Alcochete, Luís Montenegro defendeu que nas próximas eleições legislativas os portugueses também devem fazer "um julgamento" do que o PS fez no Governo e de como se comportou enquanto oposição face à "situação difícil, complexa, exigente que foi a base desta legislatura".

Depois, o líder parlamentar do PSD referiu-se à origem desta legislatura e fez alusão à prisão de José Sócrates: "Essa sim, começou com instabilidade, essa sim, começou com eleições legislativas antecipadas. E começou assim porque o anterior primeiro-ministro se demitiu e se manifestou ao país incapaz de continuar a governar, ele e o seu partido. Eu diria mais: ele e todos aqueles que lá estão hoje, menos ele, que não pode estar".

No final do seu discurso, Luís Montenegro alegou que a situação da Grécia corresponde ao resultado de, "mais coisa menos coisa, aquilo que a oposição portuguesa e o PS queriam que tivesse sido a política em Portugal", apontando como efeitos dessa política filas para levantar dinheiro e incerteza em relação às pensões.

"Está provado por factos que saltam à vista de todos a olho nu que não são as políticas que nós seguimos e queremos prosseguir em Portugal que fazem com que as pessoas tenham de estar em filas intermináveis para levantar o seu dinheiro numa qualquer caixa multibanco", sustentou.

"Não são essas políticas que fazem com que os pensionistas se sintam inseguros, não é só relativamente ao futuro da sua pensão, é mesmo quanto à possibilidade de não a receberem, que é aquilo a que nós ainda nos dias anteriores a este pudemos assistir, lá, onde a política foi outra, lá onde a política foi, mais coisa menos coisa, aquilo que a oposição portuguesa e o PS queriam que tivesse sido a política em Portugal", acrescentou.

Antes, o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, reiterou que estas jornadas, realizadas no Clube Náutico de Alcochete, servem para preparar o debate do "Estado da Nação" desta quarta-feira.

Antecipando esse debate, declarou: "Hoje temos uma nação que cresce economicamente, que capta investimento, que é capaz de criar empresas, que são capazes de criar trabalho, e com isso combater a maior fratura social, que é o desemprego".

Depois, o também presidente da distrital de Setúbal do CDS-PP saudou Luís Montenegro pela forma como juntos contribuíram no parlamento para a estabilidade da coligação - que teve a sua pior crise interna no verão de 2013, quando Paulo Portas esteve para sair do Governo.

"Conseguimos, nas dificuldades, mas também nos bons momentos sempre, com amizade, com lealdade, com sentido de dever, com sentido de Estado, ultrapassar as divergências - mesmo aquelas que não eram nossas, mas que surgiram no nosso caminho. E isso foi essencial para o país. O país não podia aguentar a instabilidade política", afirmou Nuno Magalhães.

Na sua intervenção, o líder parlamentar do PSD retribuiu essa saudação especial e salientou também a importância da estabilidade: "Onde estaria Portugal se tivéssemos seguido aquilo que foi o desejo declarado de muitos, que era que Portugal tivesse tido eleições legislativas antecipadas?"

Luís Montenegro descreveu esta legislatura como "difícil, complexa" e considerou que todos os elementos da maioria PSD/CDS-PP "tiveram dúvidas, tiveram receios, se questionaram" se o que estava a ser feito "era mesmo aquilo que devia ser feito".

"Aconteceu-nos a todos. E por alguma razão que não só a convicção, que é muita, por alguma razão nós vencemos também essa própria nossa inquietação, e essa razão foi a nossa coesão, a nossa solidariedade, mas, sobretudo, o nosso objetivo de servir e privilegiar sempre, acima de tudo, o interesse do país", acrescentou.


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