PSD e PPM apontam "falhanço" das políticas sociais nos Açores

PSD e PPM apontam "falhanço" das políticas sociais nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Nov de 2014, 05:25

PSD e PPM consideraram um "falhanço" as políticas sociais nos Açores, que ostenta os "piores indicadores" do país nesta área, tendo a secretária regional da Solidariedade Social e o PS questionado a legitimidade dos social-democratas nesta matéria.

 

"Este é mais um plano [anual de investimento público para 2015] falhado de um Governo Regional que desistiu de combater a pobreza, que desistiu de ajudar dois terços dos agregados familiares nos Açores, que vivem com menos 530 euros mensais, que se sente conformado por 7% da população necessitar de Rendimento Social de Inserção", afirmou João Bruto da Costa, deputado do PSD no parlamento dos Açores.

O plenário da região começou hoje a debater o Plano e Orçamento dos Açores para 2015, tendo esta tarde analisado as verbas destinadas à Secretaria Regional da Solidariedade Social, tutelada por Andreia Cardoso.

"Os planos socialistas na área social mudam de quatro em quatro anos, coincidem com as eleições. Há eleições, distribui-se mais dinheiro, não há eleições, poupa-se nos pobres para depois distribuir em anos eleitorais", acrescentou o social-democrata, que condenou a criação de "complementos" para os funcionários públicos que ganham até 2.000 euros, ao mesmo tempo que o complemento dado na região ao abono de família não é atualizado há três anos.

Também o PPM considerou as políticas do Governo Regional "um falhanço absolutamente incrível, pedindo uma "mudança de atitude" e "novas estratégias" e considerando que Andreia Cardoso não reconhece a "emergência social" que se vive nas ilhas.

Na resposta, Andreia Cardoso releu o início da sua intervenção perante o plenário, quando afirmara que "os desafios são consideráveis, as dificuldades não podem ser ignoradas".

"Estamos numa situação de profunda erosão social que periga, diariamente, as famílias, os contribuintes, as prestações sociais, o garante de um conjunto de condições básicas mas essenciais a uma vida com dignidade", reconheceu.

Já em resposta ao PSD, disse que o partido apresentou propostas para esta área que são "cópias de medidas adotadas pelos governos socialistas de António Guterres e José Sócrates", dizendo ter dificuldade em medir a sua "inovação".

Por outro lado, sublinhou os cortes nas prestações sociais que o Governo da República do PSD/CDS tem adotado, ao mesmo tempo que o executivo açoriano "mantém ou aumenta os complementos dirigidos às crianças e à população idosa".

Andreia Cardoso acusou ainda Bruto da Costa de usar no debate dados desatualizados, relativos a 2012.

O PS, através de diversos deputados, acabou por reproduzir estas críticas aos PSD, dizendo que Bruto da Costa é o rosto da austeridade nacional e que é uma "incoerência" e um "descaramento" levantar estas questões e pedir ao executivo da região para acudir a quem ficou desprotegido pelas políticas nacionais.

Os socialistas vincaram que apesar das dificuldades, o Governo Regional tem apostado nos apoios às famílias, e vai continuar a fazê-lo, destacando o "aumento significativo" das verbas de 2015 destinadas aos que estão numa situação de "maior vulnerabilidade".

O Plano e Orçamento dos Açores para 2015 atribui à Solidariedade Social 52,5 milhões de euros, mais 17% do que este ano.

"Continuaremos a trabalhar com ainda mais empenho, com ainda maior determinação para prosseguir na ajuda àqueles que de nós mais necessitam", garantiu Andreia Cardoso, que anunciou a implementação, em 2015, de um Programa de Avaliação e Reconfiguração Institucional de Acolhimento (PAAJ) para crianças e jovens na região e do Plano Regional de Apoio ao Cuidador Informal de Idosos e Pessoas Dependentes.


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