PSD e PCP criticam atraso na baixa de impostos nos Açores

PSD e PCP criticam atraso na baixa de impostos nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   11 de Mar de 2015, 17:32

PSD e PCP acusaram esta quarta-feira o Governo Regional dos Açores de estar a atrasar a redução dos impostos no arquipélago para garantir "milhões de euros" aos cofres públicos.

 

"O Governo Regional que se queixa da austeridade todos os dias vai ficar com muitos milhões de euros em impostos que já deviam ter baixado e que só não baixam porque o Governo Regional não quer. Sempre que ouvirem um socialista a queixar-se da austeridade os açorianos podem ter a certeza: esse socialista, ao mesmo tempo que se queixa, está a meter as mãos nos bolsos das famílias e das empresas dos Açores", disse o deputado do PSD João Bruto da Costa.

O social-democrata falava num debate no parlamento dos Açores, numa interpelação ao executivo açoriano, agendada pelo PSD, sobre "a anemia do investimento", a "estagnação" da economia e a crise social no arquipélago.

"A anemia do investimento e a estagnação da economia combatem-se com a descida dos impostos para as famílias e com a descida dos impostos para as empresas", defendeu João Bruto da Costa.

No mesmo debate, também o deputado do PCP Aníbal pires lamentou a "recusa" dos socialistas, que governam os Açores, em baixarem os impostos em toda a "amplitude" que permite o Orçamento do Estado.

"Uma situação vergonhosa, em que o PS/Açores atrasa essa redução o mais que pode, embolsando alguns milhões de euros a cada mês que passa, como propõe, afinal, não reduzir a taxa máxima do IVA que, como todos sabem é receita fiscal mais significativa", disse o dirigente comunista.

Durante esta interpelação, PSD e Governo Regional fizeram um diagnóstico diametralmente oposto sobre a situação económica e social dos Açores.

João Bruto da Costa referiu que "os Açores têm o desemprego mais alto do país, o maior risco de pobreza e a maior taxa de atribuição do Rendimento Social de Inserção", que "existem pescadores nos Açores com rendimentos mensais inferiores a 100 euros" e que desde que o atual Governo Regional socialista tomou posse, no final de 2012, a economia das ilhas "não parou de cair".

Já o vice-presidente do Governo Regional, Sérgio Ávila, respondeu que "os dados estatísticos que têm vindo a sair revelam uma retoma dos indicadores económicos" dos Açores, incluindo do investimento.

"A retoma progressiva da atividade económica tem tido também uma repercussão consolidada na redução do desemprego", acrescentou o vice-presidente, referindo os últimos dados do INE e do instituto do emprego.

Sérgio Ávila destacou também os apoios sociais que existem nos Açores, sem paralelo no resto do país.


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