PSD e CDS-PP têm expectativa legítima de serem chamados a formar executivo

PSD e CDS-PP têm expectativa legítima de serem chamados a formar executivo

 

Lusa/AO Online   Nacional   14 de Out de 2015, 07:34

O presidente dos sociais-democratas, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que PSD e CDS-PP "têm a expectativa legítima" de serem chamados pelo Presidente da República a formar Governo, por terem sido a força mais votada nas legislativas.

Depois de interrogado sobre se PSD e CDS-PP admitem formar Governo mesmo que não cheguem a acordo com o PS, Passos Coelho declarou: "Aquilo que posso afirmar como presidente do PSD é que a expectativa legítima que o PSD e o CDS têm é a de que sejam chamados a formar Governo, porque foram, conjuntamente, os que ganharam as eleições".

O presidente do PSD falava em declarações aos jornalistas, na sede nacional do PS, em Lisboa, no final de um segundo encontro entre dirigentes sociais-democratas, centristas e socialistas, que durou cerca de duas horas e quinze minutos.

Ao seu lado, estava o presidente do CDS-PP, Paulo Portas.

Quando lhe foi colocada a questão sobre a formação de um executivo PSD/CDS-PP mesmo sem acordo com o PS, Passos Coelho começou por recordar que logo na noite eleitoral comunicou ao país "o propósito de formar Governo".

"E julgo que nenhum português se espantaria que isso acontecesse, porque a coligação que integrei juntamente com o doutor Paulo Portas foi a coligação que ganhou as eleições - e na noite das eleições creio que o próprio PS nos felicitou por esse facto", prosseguiu.

"É natural, portanto, que a aspiração legítima de quem ganha seja poder governar. Mas não podemos governar de qualquer maneira, temos de fazer concessões. Creio que é isso que resulta das eleições", considerou.

A seguir, Passos Coelho referiu que "o senhor Presidente da República só tomará alguma iniciativa depois da publicação de os resultados oficiais e depois, portanto, de ouvir, nos termos da Constituição, os partidos políticos ".

"Essa é a iniciativa que cabe ao senhor Presidente da República, e sobre isso eu não direi nada, porque cabe a ele, não cabe a nenhum dos partidos. Aquilo que posso afirmar como presidente do PSD é que a expectativa legítima que o PSD e o CDS têm é a de que sejam chamados a formar Governo, porque foram, conjuntamente, os que ganharam as eleições", completou.

Antes, questionado sobre a eventualidade de o PS chegar a acordo com PCP e BE para formar Governo, o presidente do PSD não se quis pronunciar sobre esse cenário: "Essa é uma questão que terá de dirigir ao PS e não a mim".

"Quem ganhou as eleições de 04 de outubro não foi o PS, foi a coligação que integra o PSD e o CDS. O programa, portanto, que foi sancionado nas eleições foi o programa da coligação", acrescentou.

Também Paulo Portas defendeu que "o povo português deu mandato à coligação [PSD/CDS-PP] para governar", embora sem maioria absoluta, pedindo-lhes, portanto, "compromissos", que "só podem ser feitos com partidos do arco europeu, ou seja, com o PS".

Segundo Passos Coelho, na sequência das legislativas de 04 de outubro, PSD e CDS-PP pretendem formar "um Governo que tenha na sua base a coligação que ganhou essas eleições e um acordo que possa envolver o PS" e aguardam que os socialistas esclareçam as suas condições para a "viabilização do Governo".

Por sua vez, Paulo Portas sustentou que PSD e CDS-PP fizeram "um esforço genuíno, sério" de aproximação às posições do PS, que considerou "insuficiente" a proposta que lhe foi apresentada.

"É uma posição legítima, mas terá de nos dizer então o que é suficiente, e como é que isso cabe nas regras e nos compromissos europeus que Portugal tem", defendeu.



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