PSD e CDS-PP reúnem órgãos para preparar acordo de Governo

PSD e CDS-PP reúnem órgãos para preparar acordo de Governo

 

Lusa/AO online   Nacional   5 de Out de 2015, 17:40

PSD e CDS-PP vão reunir esta segunda-feira os seus órgãos de direção mais restritos e para terça-feira estão marcadas reuniões das respetivas comissões políticas nacionais, destinadas a preparar um acordo de Governo, disseram à Lusa fontes dos dois partidos.

Depois de o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, ser recebido em Belém pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, às 17:00 de terça-feira, vão reunir-se os conselhos nacionais do PSD e do CDS-PP, órgãos máximos partidários entre congressos.

A reunião do Conselho Nacional do CDS-PP, que tem como ordem de trabalhos "análise dos resultados eleitorais" e "acordo político de Governo", está marcada para as 20:30, na sede nacional deste partido. O Conselho Nacional do PSD vai reunir-se num hotel de Lisboa, a partir das 18:30.

Hoje à tarde, decorrem em paralelo reuniões da Comissão Executiva do CDS-PP e da Comissão Política Permanente do PSD. Destes dois órgãos fazem parte os presidentes, vice-presidentes, líderes parlamentares e secretários-gerais dos dois partidos.

As reuniões das comissões políticas do PSD e do CDS-PP acontecerão na terça-feira durante a tarde.

No discurso de vitória da coligação PSD/CDS-PP nas eleições legislativas de domingo, o presidente dos sociais-democratas, Pedro Passos Coelho, anunciou que os dois partidos iriam "de forma muito expedita" reunir os respetivos órgãos nacionais para formalizar um acordo de Governo.

"Já acertei com o doutor Paulo Portas, em consequência do resultado que registámos nestas eleições, que iremos promover de forma muito expedita à convocação dos órgãos nacionais dos respetivos partidos para formalizar um acordo de Governo, que sempre esteve subjacente ao acordo de coligação", declarou Passos Coelho, num hotel em Lisboa onde a coligação PSD/CDS-PP acompanhou a noite eleitoral.

Com o presidente do CDS-PP, Paulo Portas, ao seu lado, Passos Coelho acrescentou: "Nestes primeiros dias da semana, portanto, faremos, como nos compete, o passo que é indispensável para que se possa comunicar ao senhor Presidente da República que a força política mais votada nas eleições está disponível para formar o Governo, e com isso contrair todas as responsabilidades inerentes aos resultados das eleições".

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