PSD e CDS-PP acusam PS de "limitar" ação da comissão de inquérito ao setor da saúde

PSD e CDS-PP acusam PS de "limitar" ação da comissão de inquérito ao setor da saúde

 

Lusa/AO online   Regional   6 de Set de 2012, 18:28

O PSD e o CDS-PP dos Açores acusaram hoje o PS de ter limitado a ação da Comissão Parlamentar de Inquérito à Atividade do Serviço Regional de Saúde criada pela assembleia regional, numa alegada tentativa de esconder a realidade

"O PS cerceou o objeto da comissão, impedindo que pudesse avaliar matérias importantes como o endividamento do Serviço Regional de Saúde [SRS], as responsabilidades futuras e o subfinanciamento”, afirmou Pedro Gomes, deputado regional do PSD, na discussão sobre o relatório final da comissão.

Pedro Gomes salientou que o SRS tem “a maior dívida de sempre, que o Governo Regional sempre ocultou do parlamento e dos açorianos”.

No mesmo sentido, Artur Lima, do CDS-PP, considerou que o PS “blindou o acesso a mais dados, mais informação e mais pessoas que deveriam ter sido ouvidas”, acrescentando que a comissão deveria ter ouvido “gente com responsabilidade pelas atitudes que tomou e que o PS protegeu”, não permitindo que fossem chamados à comissão.

Esta comissão, proposta pelo PSD, pelo CDS-PP, pelo PCP e pelo PPM, abrangeu questões como a adjudicação do sistema de informatização do SRS, os processos do Centro de Radioterapia e do Centro de Medicina Nuclear, a parceria público-privada do novo Hospital da Terceira e obras de remodelação de unidades de saúde.

Para José San-Bento, do PS, as críticas da oposição não têm razão de ser porque “a comissão cumpriu os objetivos definidos”.

“O endividamento do SRS não foi analisado, não porque o PS não quis, mas porque os proponentes não incluíram esse tema na resolução que criou a comissão”, afirmou.

José San-Bento recordou que a comissão “analisou mais de 45 mil páginas de documentos” e “não encontrou nada que fundamentasse as suspeitas que levaram alguns partidos da oposição a propor a criação da comissão”.

“Não foram apuradas irregularidades nos processos analisados pela comissão”, frisou.

Por seu lado, o secretário regional da Saúde, Miguel Correia, manifestou “satisfação” com as conclusões da comissão, considerando que a oposição ficou “incomodada” com os investimentos que este executivo realizou no setor.


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