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PSD diz que região precisa de rede social forte devido à "má governação" do PS

PSD diz que região precisa de rede social forte devido à "má governação" do PS

 

Lusa/AO Online   Regional   12 de Out de 2016, 06:34

O líder do PSD nos Açores e candidato por São Miguel às eleições regionais defendeu na terça-feira, na ilha da São Jorge, que o arquipélago necessita de uma rede social "muito forte", devido à "má governação socialista".

 

“Nos Açores, 65% dos alunos precisa do apoio da ação social escolar, isto é, dois terços das famílias açorianas têm fragilidades”, afirmou Duarte Freitas, num jantar comício na Casa do Povo da Beira, concelho das Velas, ilha de São Jorge.

Duarte Freitas disse que, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE) os Açores têm a maior taxa de desemprego do país, 11% (13.000 pessoas), segundo o Instituto de Formação Profissional a região tem 6.000 pessoas em programas ocupacionais, 18.000 precisa do rendimento social de inserção e 71% das famílias açorianas vivem com menos de 530 euros mensais.

O candidato social-democrata lamentou que no último plano e orçamento o Governo Regional, liderado pelo PS, tenha chumbado a proposta do PSD para aumento de verbas na área da solidariedade social e depois invista três milhões de euros na Casa da Autonomia (projeto museológico), que “é nem mais, nem menos do que um capricho, para que a antiga mulher do presidente do Governo tenha alguma coisa que fazer na região”.

Referindo-se às contas públicas anunciadas pelo Governo Regional, Duarte Freitas perguntou à audiência o que lhes acontece se não pagarem a fatura da água e da luz, concluindo que “provavelmente cortam”, mas “o Hospital de Ponta Delgada deve 500 mil euros de água e dois milhões de euros de luz e a família socialista diz que está tudo bem nas finanças dos Açores”.

Duarte Freitas destacou, ainda, que há empresas públicas como o Hospital de Ponta Delgada, a conserveira de Santa Catarina, entre outras, que retêm os descontos da segurança social dos funcionários e não pagam a Segurança Social, alegando que os responsáveis por esta situação estão no poder há 20 anos.

Aos eleitores jorgenses, o líder o maior partido da oposição, que pediu apoio para vir a ser o próximo presidente do Governo Regional dos Açores, manifestou preocupação com a desertificação da ilha.

“Habituei-me a ver pessoas que hoje já cá não estão. Algumas pela idade, mas muitas porque emigraram, saíram de São Jorge para outras ilhas ou para fora dos Açores. Este é um drama que quero ajudar a parar”, disse o candidato social-democrata, apelando aos jovens que “tenham esperança na mudança”.

Para a votação de dia 16 estão inscritos 228.160 eleitores que vão escolher, entre as treze forças políticas que concorrem, os 57 deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para os próximos quatro anos.

 

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