PSD diz que os dados oficiais “desmentem” o Governo sobre as ligações aéreas ao Faial

PSD diz que os dados oficiais “desmentem” o Governo sobre as ligações aéreas ao Faial

 

Lusa/AO online   Regional   29 de Mar de 2018, 09:21

O deputado do PSD à Assembleia Legislativa dos Açores Carlos Ferreira disse esta quarta-feira que os dados oficiais do Serviço Regional de Estatística (SREA) "desmentem" o Governo Regional e a administração da SATA, sobre as ligações aéreas ao Faial.

Num comunicado enviado às redações, o parlamentar social-democrata realça que as estatísticas públicas não dão conta da existência de um decréscimo no movimento de passageiros entre o aeroporto da Horta, no Faial, e o exterior, como afirmou terça-feira a secretária regional dos Transportes, na comissão de Economia.

"Há uma incongruência entre os dados oficiais do SREA e os da SATA", esclareceu Carlos Ferreira, que entende ser "urgente" a clarificação destes dados, recordando que foi com base num alegado decréscimo de movimento de passageiros para o Faial, entre 2016 e 2017, que a companhia aérea açoriana decidiu reduzir o número de ligações.

Segundo explicou, os números invocados pela tutela e pela transportadora regional "não são públicos", ao contrário dos dados do SREA, e defende, por isso, que haja uma "clarificação" sobre as estatísticas dos voos.

"Por interpelação do grupo parlamentar do PSD/Açores, o Governo Regional vai ter de fornecer à comissão parlamentar de Economia os dados da SATA sobre as ligações entre o Faial e o exterior", insistiu.

Para Carlos Ferreira, a diminuição no número de voos e lugares disponibilizados pela SATA nas ligações entre o aeroporto da Horta e Lisboa, por decisão do executivo socialista e da administração da companhia aérea, "estão a condicionar o desenvolvimento da ilha do Faial".

"A SATA e o Governo Regional, ao cortarem os acessos ao Faial - diminuindo ligações e milhares de lugares -, estão a estrangular a ilha e a matar as nossas perspetivas de desenvolvimento", lamentou o deputado do PSD.

No seu entender, em vez de reduzir, seria necessário "reforçar a oferta de voos e lugares nos meses julho e agosto", para responder à procura que se verifica nessa altura do ano.



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