PSD critica projeto da Casa da Autonomia dos Açores, socialistas falam em "demagogia"

PSD critica projeto da Casa da Autonomia dos Açores, socialistas falam em "demagogia"

 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Nov de 2014, 18:39

O Governo dos Açores e o PS consideraram hoje uma "torrente de demagogia" as reiteradas críticas e alusões que o PSD tem feito ao projeto da Casa da Autonomia no debate parlamentar do Orçamento da região para 2015.

O debate, no parlamento dos Açores, começou na terça-feira e já por diversas vezes o PSD condenou os três milhões de euros destinados à "Casa da Autonomia da dra. Luísa César", como hoje lhe chamou o deputado do PSD José Andrade, numa referência à coordenadora do projeto, a mulher do ex-presidente do Governo Regional Carlos César.

Na terça-feira e hoje, diversos deputados do PSD condenaram as "estranhas prioridades" do Governo dos Açores, comparando aqueles três milhões de euros a verbas destinadas a outras áreas, que consideram insuficientes, como a "cultura popular" ou os apoios sociais.

Para o PSD, a Casa da Autonomia será o "museu do socialismo do passado", um "entretenimento de luxo" para "ocupar socialistas que se recusam a ir embora no presente", e tem uma dotação que daria para "colmatar" dificuldades que enfrentam alguns açorianos.

Depois de ouvir José Andrade referir-se a Luísa César, o secretário regional da Cultura, Avelino Meneses, afirmou que "finalmente" entendeu "o que está em causa" e é "muito pouco, infelizmente".

"Ainda bem, graças a Deus, o problema não é com o Palácio da Conceição [sede do primeiro Governo Regional, onde ficará a Casa da Autonomia]. Graças a Deus que o problema não é com a autonomia. Afinal, o problema é com a coordenadora da Casa da Autonomia. (...) Mas se o problema é esse, senhor deputado, é para esse lado que eu durmo melhor", afirmou.

Avelino Meneses afirmou que "só estaria preocupado" se a Estrutura de Missão para a Casa da Autonomia "não tivesse as condições técnicas e científicas para desempenhar a sua missão", acrescentando que está descansado, já que todos os elementos são formados em História e têm pós-graduações em ciências documentais e museologia.

"Deixemos a coordenadora trabalhar e ver se ela alcança os objetivos", afirmou.

Já antes da referência direta a Luísa César, quando apresentou o orçamento da sua Secretaria, Avelino Meneses tinha defendido o projeto e considerado as críticas uma "torrente de demagogia", depois do consenso que houve na região em 2009, quando a Casa da Autonomia foi anunciada.

Avelino Meneses apontou as "insólitas reações de repulsa" ao projeto, ditadas pelas "incidências da pequena política", por parte de quem reivindica "quase a exclusividade da paternidade da autonomia".

O secretário regional vincou que o projeto inicial foi reduzido de dez para cinco milhões de euros, "uma boa prova do respeito" que o executivo tem pelas "contingências sociais e económicas" atuais, e que 80% das verbas se destina à requalificação e conservação do Palácio da Conceição.

Um argumento que foi repetido pela deputada do PS Renata Correia Botelho, que invocou o apoio que até o ex-presidente do executivo açoriano Mota Amaral (PSD) deu ao projeto.

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