PSD assumirá responsabilidades se romper diálogo com o PS

 PSD assumirá responsabilidades se romper diálogo com o PS

 

Lusa/AO online   Nacional   14 de Out de 2015, 17:58

O presidente do PS advertiu hoje o líder PSD, Pedro Passos Coelho, que assumirá as responsabilidades se romper as negociações, salientando que os socialistas não podem ser tratados como partido "amanuense" dos sociais-democratas, "como se fosse o CDS".

Carlos César falava aos jornalistas, após o primeiro-ministro ter afirmado que o PSD não faria mais reuniões com o PS para procurar uma solução do Governo caso se repetisse o caráter inclusivo do encontro realizado na terça-feira, na sede nacional do PS, em Lisboa.

"Quem precisa de fazer negociações com o PS é justamente o Governo que tem minoria [PSD/CDS], que não está em condições de se apresentar ao Presidente da República como uma alternativa estável. O PSD assumirá as suas responsabilidades perante os portugueses se romper com um diálogo que visa a constituição de um Governo estável", avisou o ex-presidente do Governo Regional dos Açores.

De acordo com Carlos César, se esse cenário de rutura se verificar, "não havendo condições em termos de apoio para que o partido mais votado forme Governo, o PS, tal como anunciou desde o início, continuará as suas diligências com boa-fé para que haja uma alternativa de Governo que mude o rumo do país e que respeite a condição de ter um apoio parlamentar estável".

Nas declarações que fez aos jornalistas, Carlos César fez duras críticas ao presidente do PSD e primeiro-ministro em exercício sobre a conduta que tem tido desde que se iniciaram as conversações com o PS.

Segundo o presidente do PS, logo na noite das eleições, Pedro Passos Coelho "revelou uma grande incompreensão" face à mudança do cenário político, já que agora, sem maioria no parlamento, "é obrigado a dialogar com o PS".

Pedro Passos Coelho "não pode tratar o PS como se fosse um partido amanuense do PSD, como se o PS fosse o CDS. A conduta do doutor Passos Coelho na primeira reunião que teve connosco [na sexta-feira passada] foi caraterizada por uma grande arrogância, uma conduta até beligerante".

Para o presidente do PS, na delegação dos socialistas, "houve até uma certa dificuldade em compreender quais as razões que originariam da parte do doutor Passos Coelho, não uma posição de humildade e de procura de consensos, mas uma posição de uma arrogância tal, como se ao PS estivesse reservado o ónus de ele, Passos Coelho, ser primeiro-ministro".


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