PSD/Açores quer explicações do Governo Regional sobre Sinaga

PSD/Açores quer explicações do Governo Regional sobre Sinaga

 

Lusa/AO online   Regional   6 de Mai de 2016, 18:38

O PSD/Açores vai requerer "com caráter de urgência" a audição do vice-presidente do Governo Regional na comissão parlamentar de Economia para explicar o futuro da empresa pública Sinaga, anunciou o seu líder.

 

“Quer queira, quer não, o governo vai ter de ser explicar”, afirmou o presidente do PSD/Açores, Duarte Freitas, numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, sobre o setor público empresarial regional.

Duarte Freitas, também deputado social-democrata na Assembleia Legislativa dos Açores, adiantou que o partido irá promover outras audições neste âmbito, incluindo de responsáveis da Associação Agrícola de São Miguel e da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada.

A Sinaga, fábrica de açúcar dos Açores, necessita de uma injeção de três milhões de euros para resolver problemas de tesouraria, que poderão gerar prejuízos de 16 milhões de euros nos próximos três anos, segundo um plano apresentado à administração da empresa de capitais públicos pelo novo administrador, Paulo Neves.

O documento revela que a Sinaga está numa situação de "total estrangulamento de tesouraria" e que necessita de tomar medidas para evitar atingir uma "situação descontrolada".

Duarte Freitas exigiu que o Governo Regional, do PS, esclareça o mais rapidamente possível os contornos deste plano, no qual se admite o encerramento da fábrica e o abandono da cultura de beterraba sacarina.

Além da Sinaga, Duarte Freitas considerou outro “péssimo exemplo da governação socialista no setor público empresarial regional” a Sociedade de Promoção de Habitação e Infraestruturas (SPRHI), “uma entidade pública que se limita a ser um instrumento para o Governo Regional obter empréstimos e fazer obras ao ritmo eleitoral”.

Uma auditoria do Tribunal de Contas (TdC), conhecida no início do mês, recomendou ao Governo dos Açores a extinção da SPRHI, alegando que "não possui sustentabilidade económica".

Para Duarte Freitas, com a extinção da SPRHI é possível conseguir uma poupança de um milhão de euros, dos quais 230 mil euros correspondem a gastos com os salários dos administradores.

“Eu não tenho dúvidas: os trabalhadores da SPRHI são necessários à administração pública regional, os administradores não”, defendeu o líder do PSD/Açores, acrescentando que há outras empresas públicas, como a transportadora aérea SATA ou a Saudaçor (Sociedade Gestora de Recursos e Equipamentos da Saúde dos Açores) com problemas de tesouraria.

Duarte Freitas acrescentou que “a dívida global do setor público regional atinge quase dois mil milhões de euros, sem contar com as responsabilidades das parcerias público-privadas”.

O Governo dos Açores admitiu na proposta de Orçamento para 2016 “alienar” algumas das participações que detém no setor público empresarial regional, atualmente constituído por 40 empresas de diversas áreas de atividade, sem avançar quais.


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