PSD/Açores quer alterar regime de convenções e de reembolsos na saúde

PSD/Açores quer alterar regime de convenções e de reembolsos na saúde

 

Lusa/AO Online   Regional   11 de Mai de 2016, 16:43

O líder do PSD/Açores, Duarte Freitas, afirmou hoje que se o partido ganhar as eleições regionais deste ano vai alterar os regimes de convenções dos exames complementares de diagnóstico e de reembolsos na saúde.

“Vamos alterar o regime de convenções dos exames complementares de diagnóstico e todo o regime de reembolsos, vamos alterar o apoio aos acompanhantes e doentes deslocados e pagar o transporte terrestre a quem tem de se deslocar”, afirmou Duarte Freitas, numa conferência de imprensa na Horta, ilha do Faial.

O dirigente social-democrata referiu ainda “novas formas de organização na prestação de cuidados primários à população”, com a criação de unidades de saúde familiar nas ilhas de São Miguel e Terceira e a alteração da legislação, “para repor de imediato a deslocação de especialistas às ilhas sem hospital e aos hospitais da Horta e da Terceira”.

Duarte Freitas adiantou que o PSD/Açores quer igualmente “pôr um travão” nas listas de espera para cirurgias, pelo que vai promover a criação de um programa para a sua recuperação, através da maximização do aproveitamento de recursos hospitalares.

Para o presidente dos social-democratas açorianos, a região tem assistido “a uma degradação do acesso aos cuidados de saúde”, resultado das “opções políticas de um regime com 20 anos”.

O partido diz não se conformar com a existência de 50 mil pessoas sem médico de família ou de dez mil pessoas à espera de intervenção cirúrgica.

Na conferência de imprensa, Luís Maurício, do gabinete de estudos do PSD para a área da saúde, considerou que o Governo Regional, do PS, partido que lidera a região há 20 anos, deve ser responsabilizado por não cumprir o compromisso de dar médico de família a todos os açorianos.

Luís Maurício adiantou que no caso dos reembolsos, regime alterado por uma portaria em julho de 2014, “fez com que houvesse um corte generalizado”.

“Os doentes que recorrem ao sistema privado viram as comparticipações reduzidas e ausentes em alguns dos atos médicos e exames”, referiu.

Para o responsável, neste corte destaca-se o “limite ao número de reembolsos efetuados em cada ano”, prometendo rever este regime de comparticipações dos diferentes atos médicos.

Quanto aos custos destas medidas, Luís Maurício afirmou que “serão sempre situações que, a médio e longo prazos, terão retorno”.

“Em devido tempo apresentaremos esses valores, mas temos a certeza de que os ganhos que se vão obter com a melhor qualidade na prestação de cuidados a esses doentes e o apoio que lhes vamos dar terá retorno”, assegurou.

A este propósito, exemplificou que “é muito mais caro um doente que não tem médico de família ir a uma urgência hospitalar do que ir a uma unidade de saúde familiar que o atenda a horas” e sublinhou que “esses valores também nunca foram contabilizados” pelo Governo Regional.

 


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