PSD/Açores propõe suspensão da venda da antiga fábrica de álcool da Lagoa

PSD/Açores propõe suspensão da venda da antiga fábrica de álcool da Lagoa

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   13 de Dez de 2016, 17:41

O PSD/Açores propôs a suspensão, por um período de três anos, da venda das instalações da antiga fábrica do álcool da Lagoa, para que seja encontrada uma "solução viável" para aquele imóvel da ilha de São Miguel.

 

Os social-democratas consideram que aquela antiga fábrica constitui um "inegável património" da ilha, pelo que apresentaram no parlamento regional um projeto de resolução a sugerir que se encontre uma alternativa à venda do edifício, pertencente à empresa pública Sinaga.

"Dependerá exclusivamente do Governo Regional [do PS] encontrar uma solução que impeça a venda no mercado daquelas instalações", refere o projeto de resolução entregue na Assembleia Legislativa dos Açores.

Segundo o parlamentar social-democrata António Vasco Viveiros, a própria Câmara Municipal da Lagoa "já manifestou o desejo de afetar aquele imóvel a um projeto de interesse municipal, abrangendo um museu, um polo de indústrias criativas e um mercado", mas não terá chegado a entendimento com o executivo açoriano.

O grupo parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa dos Açores defende, por isso, a "suspensão imediata" da venda da antiga fábrica, para que o município da Lagoa e o Governo Regional possam chegar a um eventual acordo.

"Durante aquele período, a autarquia, se entender conveniente, poderá elaborar um plano de pormenor que acautele, no futuro, uma utilização compatível com os valores culturais e arquitetónicos a preservar", adianta o projeto de resolução do PSD.

As instalações da antiga fábrica do álcool da Lagoa, construída em 1882, mas que não labora há mais de 40 anos, foram colocadas à venda este ano pela administração da empresa açucareira Sinaga.

A associação Amigos do Calhau, da ilha de São Miguel, sugeriu, em setembro, que o novo mercado municipal da Lagoa ficasse instalado na antiga fábrica do álcool, como forma de travar o estado de degradação do imóvel.

"Existe esse edifício que é de reconhecido valor patrimonial e que assume um lugar central no centro urbano, que tem toda uma carga histórica e psicológica das pessoas que ali vivem e muitas delas trabalharam lá", realçou, então, Nuno Malato, arquiteto e membro dos corpos sociais dos Amigos do Calhau, em declarações à Lusa.

Um mês antes, a Câmara da Lagoa anunciou a construção de um mercado municipal, estimado em 1,5 milhões de euros, que deverá ficar localizado na zona do parque tecnológico (NONAGON) do concelho.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.