PSD/Açores preocupado com suspeitas de corrupção no Sistema Regional de Saúde

PSD/Açores preocupado com suspeitas de corrupção no Sistema Regional de Saúde

 

LUSA/AO Online   Regional   14 de Out de 2017, 13:59

A Comissão Política Regional do PSD/Açores manifestou hoje a sua preocupação com as suspeitas de corrupção no Sistema Regional de Saúde, alegando que colocam em causa a relação de confiança dos açorianos com a administração pública.

“Na análise que fez à atual situação política, a Comissão Política Regional vê com enorme preocupação a situação vivida nos últimos dias no Serviço Regional de Saúde. O PSD/Açores entende que estes acontecimentos põem em causa a relação de confiança que os açorianos devem ter com a administração pública regional”, salientou, hoje, em conferência de imprensa, António Almeida, secretário-geral do PSD/Açores. O social-democrata leu um comunicado, na sequência de uma reunião da Comissão Política Regional do PSD/Açores, realizada na sexta-feira. António Almeida acrescentou que o partido vai continuar a “acompanhar este caso com toda a atenção”, tendo em conta o seu superior interesse público. A Polícia Judiciária (PJ) anunciou na passada quinta-feira que deteve quatro homens por suspeitas dos crimes de “corrupção ativa e passiva e associação criminosa”, envolvendo organismos do Sistema Regional de Saúde dos Açores, na sequência de uma investigação iniciada em 2015. Segundo a PJ, os detidos, entre os 46 e os 57 anos, tinham "ligações profissionais às áreas médica, de gestão e comercial", tendo sido constituídos arguidos outros dois homens. O Ministério Público da Comarca dos Açores informou que entre os seis arguidos estavam dois médicos, dois empresários e dois funcionários ligados à administração hospitalar/proteção civil, tendo sido também constituída arguida “uma empresa de fornecimento de material médico e hospitalar". No decurso da operação, designada Asclépio, que ocorreu nas ilhas de S. Miguel e Terceira, foram realizadas 25 buscas, entre domiciliárias e não domiciliárias, que envolveram "todo o efetivo de inspetores deste DIC, dois inspetores da UNC3T e cinco magistrados", segundo o comunicado da PJ. De acordo com a Polícia Judiciária, "estão, sobretudo, em causa práticas ilícitas que visavam obter posições indevidas de privilégio na realização de contratos de fornecimento de bens a organismos prestadores de serviços de saúde, a troco de contrapartidas pecuniárias e outras, lesivas do interesse público". Um dos detidos, o delegado de saúde do concelho de Ponta Delgada, que foi também diretor clínico do centro de saúde de Ponta Delgada até 31 de agosto, foi exonerado na sexta-feira pelo secretário regional da Saúde. Por sua vez, a presidente da Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel, familiar de um empresário detido, renunciou, na sexta-feira, ao cargo, para que não existissem dúvidas quanto à sua imparcialidade. Na quarta-feira, o Governo Regional dos Açores emitiu uma nota a dar conta das diligências da Polícia Judiciária, acrescentando que "a secretaria regional da Saúde reforçou as orientações a todas as unidades orgânicas do Serviço Regional de Saúde para o cumprimento reforçado e diligente de todos os colaboradores no fornecimento de todas as informações e elementos que sejam solicitados".



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