PSD/Açores pede explicações ao Governo Regional sobre ampliação da aerogare das Lajes

PSD/Açores pede explicações ao Governo Regional sobre ampliação da aerogare das Lajes

 

Lusa/AO Online   Regional   16 de Set de 2015, 06:01

O PSD/Açores entregou um requerimento na assembleia legislativa regional pedindo explicações ao executivo do arquipélago sobre a ampliação da placa de estacionamento da aerogare das Lajes, anunciada em 2006.

 

“O incumprimento da promessa feita por Carlos César [então presidente do Governo Regional, pelo PS] em 2006 é uma situação que se arrasta há demasiado tempo e que se tem agravado nos tempos mais recentes, fruto do aumento do tráfego civil verificado no último ano”, refere o deputado Luís Rendeiro, citado numa nota da estrutura regional do PSD.

O social-democrata questiona, no requerimento, se o Governo Regional (atualmente presidido pelo socialista Vasco Cordeiro) avançou com o projeto de execução da obra anunciada há nove anos e, em caso afirmativo, qual o motivo para a ampliação ainda não ter sido concretizada.

Sublinhando que a aerogare civil das Lajes (localizada na base militar) é responsabilidade do executivo do arquipélago, Luís Rendeiro considera que “os recorrentes constrangimentos que se têm verificado” estão a “causar transtornos e incómodos graves para a aviação civil, para o turismo e para todos aqueles que precisam de se deslocar de e para a Terceira”.

Recentemente, o Governo Regional e a oposição têm criticado casos de demoras no estacionamento de aviões comerciais na base da ilha Terceira, onde há uma placa civil e outras militares para onde essas aeronaves podem ser direcionadas em caso de congestionamento.

Contudo, têm surgido relatos de dificuldades na autorização para utilizar as placas da área militar, com situações em que aeronaves ficaram na pista por meia hora ou mais, com os motores ligados e os passageiros no interior, o que levou o Governo Regional a enviar uma carta ao comandante da Zona Aérea dos Açores, considerando a situação “intolerável”.

Na sequência da missiva, a Força Aérea alegou a ausência momentânea de condições de operação e, questionada pelos jornalistas, a secretária de Estado da Defesa Nacional, Berta Cabral (também cabeça de lista do PSD/Açores às legislativas nacionais de 04 de outubro) disse não haver constrangimentos técnicos ou operacionais na base para receber voos civis.

Em 2006, na assinatura do contrato para a terceira fase de modernização da aerogare das Lajes, Carlos César, atualmente presidente do PS e cabeça de lista pela região às legislativas nacionais, informou que, tendo em conta que um terço dos passageiros no arquipélago eram transportados através do aeroporto das Lajes, o executivo tinha decidido preparar o projeto de ampliação da placa de estacionamento, para melhorar as condições dos aviões que escalam a Terceira.

O PSD tinha já afirmado na segunda-feira, numa conferência de imprensa na Horta, que "o único constrangimento" à operação da aviação civil na base das Lajes tem sido "a falta de palavra de Carlos César e dos governos regionais do PS".

Luís Rendeiro desafiou então Carlos César a explicar porque a ampliação nunca ocorreu.

Mais tarde, o grupo parlamentar do PS lamentou que o PSD tenha "procurado desviar as atenções da falta de ação e das responsabilidades do Governo da República" e defendido que "sejam os açorianos a pagar aquilo que é responsabilidade" do executivo nacional.

O socialista Berto Messias sublinhou que a flexibilização da utilização civil da pista da ilha Terceira é da responsabilidade exclusiva do Governo da República, através do Ministério da Defesa Nacional.

 


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