PSD/Açores lamenta que Governo Regional não tenha ouvido alertas sobre quotas leiteiras

PSD/Açores lamenta que Governo Regional não tenha ouvido alertas sobre quotas leiteiras

 

Lusa / AO online   Regional   21 de Jun de 2015, 12:26

O líder do PSD/Açores, Duarte Freitas, lamentou que o Governo Regional "não tenha dado ouvidos aos alertas" dos social-democratas sobre os "perigos" do fim do regime de quotas leiteiras.

 

O dirigente, que falava no final de uma convenção autárquica do partido na cidade da Horta, lembrou que os Açores estão à beira de "um problema gravíssimo na área da agricultura" para o qual tem alertado as entidades regionais desde 2006.

"Foram quase 10 anos de PSD a pregar no deserto, infelizmente. Dez anos a sensibilizar os políticos para a necessidade de adequarmos a fileira do leite para o fim das quotas leiteiras", recordou o líder do PSD, lamentando que agora as indústrias estejam a baixar o preço à produção.

No seu entender, se o Governo Regional socialista tivesse ouvido o PSD/Açores, "hoje em dia, se calhar", o arquipélago não estaria a passar por estes problemas.

"O governo já devia ter garantido junto da fileira que a qualidade do extraordinário leite que produzimos fosse compensada, para que os Açores pudessem ter produtos de valor acrescentado nos mercados de destino", sublinhou.

A Federação Agrícola dos Açores disse já que o setor leiteiro está “à beira de uma grande crise” depois da liberalização do mercado, a 01 de abril, com a extinção das quotas leiteiras, e do embargo russo aos laticínios europeus.

Duarte Freitas realçou, por outro lado, os problemas sociais que se vivem na região e que foram um dos temas em destaque na convenção autárquica realizada na ilha do Faial.

O dirigente social-democrata lembrou que os Açores vivem "a maior crise da história da autonomia", com 71% dos agregados familiares a viverem como menos de 530 euros mensais e com uma das mais elevadas taxas de desemprego do país.

"Mas quando dois terços dos nossos alunos estão a necessitar de apoio da ação social escolar, é sinal de que algo vai muito mal na nossa região", adiantou Duarte Freitas, ressalvando que o problema "não é a falta de dinheiro", mas as más opções políticas.

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