PSD/Açores exige que Governo Regional assuma responsabilidades por acidente mortal no Pico


 

Lusa/AO Online   Regional   2 de Jun de 2015, 17:07

O PSD/Açores exigiu hoje que o Governo Regional assuma as suas "responsabilidades políticas" pelo acidente ocorrido em São Roque do Pico que vitimou um passageiro da Transmaçor, atingido por um cabeço de amarração que rebentou do cais.

Em declarações à Lusa, Cláudio Lopes, deputado social-democrata no arquipélago, sublinhou que o relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Marítimos, hoje divulgado, concluiu que o acidente se deveu à "falta de manutenção dos cabeços de amarração do porto".

"O relatório hoje conhecido é grave e não pode passar sem consequências", insistiu o deputado do PSD, que "repudia" a atitude de "desresponsabilização" do secretário regional do Turismo e dos Transportes, Vitor Fraga, que hoje se "colocou ao largo de qualquer responsabilidade política".

No seu entender, o executivo deve uma explicação aos açorianos: “Não podemos admitir que anuncie projetos de novos navios ou de obras nos portos ao mesmo tempo que ignora a elaboração de procedimentos técnicos de segurança para operar com esses navios".

Sem exigir a demissão do titular da pasta dos Transportes ou dos administradores das empresas públicas Porto dos Açores e Transmaçor – Transportes Marítimos Açorianos, Ld.ª, o parlamentar considerou que lhes compete assumirem as suas próprias responsabilidades.

A Transmaçor é responsável por ligações marítimas entre o Faial, o Pico e São Jorge. Foi fundada em 1987, resultando da fusão de várias empresas, e em 2011 o Governo Regional ficou detentor de 88,37% do capital social, cabendo o restante à Empresa Açoriana de Transportes Marítimos, Lda.

O relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Marítimos, disponível na internet, conclui que o acidente que envolveu o navio Gilberto Mariano, a 14 de novembro de 2014, ficou a dever-se a uma série de fatores.

O documento aponta como fatores determinantes para o acidente a "ausência" de manutenção dos cabeços de amarração (um dos quais apresentava mesmo uma fissura), a utilização de cabos de amarração "sobredimensionados" e a forte ondulação que se fazia sentir na ocasião.



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