PSD/Açores critica atuação do Governo Regional na recuperação das Termas do Carapacho

PSD/Açores critica atuação do Governo Regional na recuperação das Termas do Carapacho

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   25 de Jan de 2017, 16:31

O PSD/Açores exigiu saber a situação das obras de recuperação das Termas do Carapacho, na Graciosa, intervenção que "já deveria estar concluída", enquanto o Governo Regional, do PS, garante que os trabalhos terminam a 28 de fevereiro.

 

"Quem hoje se deslocar às Termas do Carapacho pode verificar que as obras estão ainda a decorrer, quando deveriam ter terminado no passado mês de novembro", afirma o deputado do PSD João Bruto da Costa, num requerimento enviado à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

O parlamentar, eleito pela Graciosa, considera que a atuação do executivo açoriano no empreendimento termal "levou a recorrentes erros e a danos assinaláveis na reputação de uma valência essencial ao desenvolvimento da oferta turística e de saúde" da ilha, "num processo que se arrasta sem responsabilidades assumidas para os vários milhões de euros ali gastos".

"Os danos que a atuação do Governo Regional provocou no bom nome daquela infraestrutura exigem uma forte campanha de promoção e valorização das qualidades termais existentes no Carapacho", refere o requerimento, no qual o deputado questiona sobre a situação das obras.

Considerando que é necessário recuperar o "bom nome" das termas, João Bruto da Costa observa que as obras nas termas foram adjudicadas em agosto de 2016 e com um prazo de execução de 90 dias, tendo como objetivo "recuperar aquela valência dos erros governativos cometidos uns sobre outros num passado recente".

Segundo a Direção Regional do Turismo, "a intervenção que decorre neste momento", e que está prevista terminar a 28 de fevereiro, resulta da identificação por parte do executivo "de necessidades decorrentes da normal exploração das termas", sobretudo "o desgaste de determinados equipamentos".

"Assim, em agosto de 2016, foi dado início a uma intervenção, permitindo que as Termas do Carapacho recuperassem a totalidade da sua oferta de serviços, com vista a serem novamente concessionadas", refere a mesma nota enviada à Lusa, sublinhando que o espaço nunca suspendeu a sua atividade.

Apesar da intervenção que está a decorrer, a direção regional sustenta que o número de visitantes no último trimestre do ano de 2016, que corresponde o período da intervenção, "regista um aumento homólogo de 35%", o que demonstra "a capacidade de articulação da equipa de gestão das termas" e o facto de aquela unidade continuar a ser "um polo de atração turística para a ilha".

As termas do Carapacho são uma estância termal do século XIX situada junto ao mar.

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