PSD/Açores considera que os blocos operatórios da região estão subaproveitados

PSD/Açores considera que os blocos operatórios da região estão subaproveitados

 

Lusa/AO online   Regional   2 de Jun de 2016, 17:31

O líder do PSD/Açores, Duarte Freitas, considerou que as listas de espera para cirurgia na região poderiam ser menores se os recursos existentes fossem melhor aproveitados e se existissem sinergias entre os hospitais.

 

"Nós temos meios nos nossos hospitais que muitas vezes não estão a ser utilizados e que com a produção acrescida contínua, aproveitando os meios que existem, fora do horário normal de trabalho, mas nas unidades hospitalares públicas, podem responder a muitas pessoas. Isto somado à criação de sinergias e a uma gestão conjunta pode não só diminuir as listas de espera, mas evitar que se remetam pessoas para a privada para serem operadas", salientou.

Duarte Freitas falava, em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com a administração do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, em Angra do Heroísmo.

Segundo o líder do PSD, o hospital tem meios humanos em várias especialidades, como anestesiologia, que poderiam ser potenciados, se houvesse uma sinergia com outro hospital que fizesse deslocar outros especialistas, por exemplo, ou se os utentes em lista de espera de outras unidades de saúde fossem reencaminhados para a ilha Terceira.

"A 30 de abril de 2016 tínhamos 10.299 açorianos em listas de espera cirúrgicas. Não é um número, são pessoas. Isto é dramático para cada uma destas pessoas e responsabilizante para quem tem cargos políticos", frisou.

Duarte Freitas disse que o PSD já propôs estas medidas há cerca de dois anos, mas o Governo Regional não as adotou.

"Se tivessem sido atendidas, se calhar hoje não tínhamos números a crescer de listas de espera, mas já podíamos ter a diminuir bastante", salientou.

Segundo o líder do PSD/Açores, o Governo Regional fixou um tempo máximo de espera, mas a maior parte dos utentes não sabe que pode reclamar quando esse prazo não for cumprido.

"Temos a portaria 58/2015, que define os tempos máximos de espera e que muitas vezes não é respeitada, em prejuízo, naturalmente e sempre, dos utentes", frisou.


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