PSD/Açores considera que Bilateral "pouco ou nada adiantou" para descontaminação da Terceira

PSD/Açores considera que Bilateral "pouco ou nada adiantou" para descontaminação da Terceira

 

Lusa / AO online   Regional   26 de Mai de 2018, 15:37

Os deputados do PSD/Açores eleitos pela Terceira consideraram hoje que, "uma vez mais, pouco ou nada se adiantou" para o processo de descontaminação dos solos e aquíferos naquela ilha, após a reunião da Comissão Bilateral Permanente ocorrida esta semana em Washington.


Em causa está a contaminação de solos e aquíferos provocada pela Força Aérea norte-americana na base das Lajes, na Terceira, identificada em 2005 pelos próprios norte-americanos e confirmada, em 2009, pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

Após a reunião da Comissão Bilateral Permanente, o presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, valorizou uma "ação mais diligente, mais concreta e mais efetiva" dos Estados Unidos da América em torno do processo de descontaminação na ilha Terceira.

"Em relação à questão ambiental, que é a principal questão que se coloca neste momento, foram apresentados dados que dão conta de uma ação mais diligente, mais concreta e mais efetiva do que aquilo que até aqui estava a ser feito", os quais necessitam, agora, "de validação técnica e científica", adiantou o chefe do executivo regional socialista, numa nota divulgada quinta-feira.

Hoje, em comunicado, os deputados do PSD/Açores eleitos pela Terceira sustentaram que as afirmações do presidente do Governo açoriano, após a Bilateral entre Portugal e os Estados Unidos da América (EUA) "não trazem nada de novo, nem traduzem garantias de uma postura diferente por parte dos norte-americanos, ou sequer do Estado português", e pedem "uma abordagem mais efetiva e concreta" na questão.

Para Mónica Seidi, César Toste e Luís Rendeiro, citados na mesma nota de imprensa, a postura açoriana "indicia, por parte da região, uma falta de capacidade preocupante em exigir do Governo da República outro comportamento junto dos EUA", e entendem que se deve exigir "uma postura firme do Governo Regional, especialmente no que se refere aos prazos estipulados da suposta intervenção em curso, da qual parecem ter sido dado poucas contas ao Executivo açoriano".

"Esta foi a 39.ª reunião mantida e, tal como as mais recentes com o problema da descontaminação em cima da mesa, sendo que continuamos a ouvir falar em promessas e intenções", apontam, considerando que "não é aceitável que o Governo Regional se fique pelas informações transmitidas nestes encontros", lamentando ainda "a morosidade contínua" de todo o processo.

Os deputados consideram também que "as palavras desta semana do Presidente do Governo em pouco diferem do que já tinha dito em dezembro último, aguardando-se assim pelo tais passos concretos, visíveis, suscetíveis de confirmação e que deviam acontece dentro do prazo fixado de seis meses".

No final de 2012, os Estados Unidos anunciaram a redução do seu efetivo militar e civil na base aérea da ilha Terceira.



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