PSD/A anuncia recurso ao Tribunal de Contas para auditar contas da saúde

PSD/A anuncia recurso ao Tribunal de Contas para auditar contas da saúde

 

Lusa/AO On Line   Regional   25 de Nov de 2010, 06:00

O PSD/Açores anunciou hoje a intenção de solicitar ao Tribunal de Contas uma auditoria ao Serviço Regional de Saúde, acusando o executivo regional (PS) de “esconder” os contornos exatos do que considera ser um “endividamento monstruoso”.

“Há um endividamento monstruoso na área da saúde sem que se conheçam com exatidão todos os dados, que o Governo Regional persiste em esconder”, afirmou o o deputado social democrata Pedro Gomes, numa intervenção no plenário da Assembleia Legislativa Regional.

Pedro Gomes frisou que “o PS faz do encobrimento a arte da governação” e anunciou o recurso a uma auditoria do Tribunal de Contas “em nome da verdade e da transparência”.

Na resposta, o secretário regional da Saúde, Miguel Correia, garantiu que o governo “não esconde nada” relativamente aos números no setor, recordando que o executivo “é auditado pelo Tribunal de Contas”.

As criticas do PSD/Açores não se limitaram, no entanto, a esta questão, tendo Pedro Gomes considerado que a área da saúde “é o maior fracasso governativo do PS” e que a proposta de plano e orçamento para 2011 apresentada pelo Governo Regional “não reflete a mudança exigível”.

O deputado social democrata salientou que os Açores apresentam a relação médico por habitante mais baixa do país, frisando que “faltam cerca de 60 médicos de medicina geral e familiar para satisfazer as necessidades dos açorianos”.

As recentes reduções impostas nas prevenções médicas em algumas especialidades nos três hospitais do arquipélago foram também criticadas, tendo Pedro Gomes considerado que “colocam em causa a prestação de cuidados de saúde” e apenas permitirão uma poupança de 400 mil euros.

O secretário regional da Saúde respondeu que “a poupança não é de 400 mil mas de 800 mil euros” e corrigiu que apenas faltam 33 médicos de família nos Açores e não os 60 referidos por Pedro Gomes.

“Se cada médico tiver 1800 doentes em média, então apenas faltam 11”, acrescentou Miguel Correia.

A intervenção de Pedro Gomes foi também criticada pela bancada parlamentar socialista, que considerou o discurso “anquilosado” e acusou o deputado social democrata de “não ter apresentado nenhuma solução para melhorar a saúde nos Açores”.


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