PS quer candidato que não interfira na esfera do Governo

PS quer candidato que não interfira na esfera do Governo

 

Lusa/AO Online   Nacional   26 de Mai de 2010, 06:59

A reunião entre o secretário geral do PS, José Sócrates, e os presidentes das federações socialistas terminou com a ideia consensual de que o candidato a apoiar terá de garantir que não interfere na esfera governativa.

Segundo um dos líderes federativos presentes na reunião, esta mensagem relativa ao princípio da não interferência na esfera do Executivo funciona como uma linha de demarcação face à recandidatura do atual chefe de Estado, Cavaco Silva, mas serve também de advertência a Manuel Alegre.

Na sequência de críticas feitas pelo candidato presidencial Manuel Alegre ao Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) apresentado pelo Governo, vozes como a do ministro da Economia e dirigente socialista Vieira da Silva sublinharam, em estilo de resposta, que é ao Governo que cabe governar.

Na reunião com os presidentes das federações socialistas, tal como aconteceu, na véspera, no encontro com os presidentes de câmaras eleitos pelo PS, José Sócrates voltou a não abrir o jogo sobre a sua posição em relação às eleições presidenciais.

José Sócrates apenas comunicará a sua proposta sobre quem apoiar nas eleições presidenciais na reunião decisiva da Comissão Nacional do PS, no domingo.

Também tal como tinha acontecido na reunião com os autarcas socialistas, na segunda feira à noite, também na reunião desta tarde os presidentes das federações apresentaram-se divididos em relação à candidatura presidencial de Manuel Alegre.

Segundo um dos líderes federativos, em apoio de Manuel Alegre manifestaram-se o presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL), Joaquim Raposo (que foi o primeiro a falar na reunião), e os presidentes de Coimbra (Vítor Batista), Aveiro (Afonso Candal), Bragança (Mota Andrade), entre outros.

As intervenções mais críticas em relação a Alegre partiram do líder federativo do Porto (Renato Sampaio), de Setúbal (Vítor Ramalho) e de Vila Real (Rui Santos).

No final da reunião, Vítor Ramalho disse aos jornalistas que se pronunciará publicamente sobre o tema das eleições presidenciais “quando o PS tomar posição formal”. “O PS é um partido com múltiplas sensibilidades”, disse.

Interrogado sobre se há muita gente no PS com uma opinião semelhante à sua face ao processo das presidenciais, Vítor Ramalho respondeu com um sonoro “sim”.

Também no final da reunião, o líder do PS/Coimbra, Vítor Batista, recusou-se a transmitir a sua posição sobre as eleições presidenciais, mas sublinhou que o seu partido “é plural”.


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