PS/Açores reitera "apoio inequívoco" ao deputado Miguel Costa

PS/Açores reitera "apoio inequívoco" ao deputado Miguel Costa

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   12 de Jul de 2017, 17:46

A bancada do PS na Assembleia Legislativa dos Açores reiterou o seu "apoio total e inequívoco" ao deputado Miguel Costa, a quem os partidos da oposição retiraram na terça-feira a "confiança institucional" enquanto presidente da Comissão de Economia.

Numa conferência de imprensa, realizada na sede do parlamento, na Horta, André Bradford, líder parlamentar, entende que o conteúdo dos emails trocados entre Miguel Costa e a ex-administradora da Unidade de Saúde da Ilha do Pico (USIP), que deu origem a acusações de "ingerência", nada revela de ilegal.

"Depreender daqui que o deputado Miguel Costa pressiona gestores públicos, pressiona a Administração Pública, ingere-se nos assuntos da governação, é completamente abusivo, completamente desfasado do contexto e é um puro aproveitamento político-partidário", sublinhou André Bradford.

No seu entender, as críticas que os partidos da oposição dirigem agora ao presidente da Comissão de Economia não passam de um "ataque político fulanizado", que resulta do facto do debate de urgência ontem realizado sobre alegadas ingerências do PS na USIP não ter concluído nada.

O líder da bancada socialista garante também que, apesar da anunciada quebra de confiança política dos partidos da oposição em Miguel Costa, o PS irá garantir o normal funcionamento da Comissão de Economia.

"Nós seremos sempre o garante do normal funcionamento das instituições políticas e do Parlamento", insistiu o líder parlamentar socialista, que considera ser "inaceitável" que se procure "sabotar o funcionamento do Parlamento" e criar "instabilidade" política.

Ontem, os cinco partidos da oposição com assento parlamentar (PSD, CDS, BE, PCP e PPM) anunciaram, em comunicado, que perderam a "confiança institucional" no deputado Miguel Costa, que consideram não ter condições para continuar no cargo.

No entender da oposição, o presidente da Comissão de Economia "abusou do seu poder" e "moveu influências" a favor do Partido Socialista, além de ter "mentido" sobre o assunto.


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