PS e PSD ponderam "coligação do bloco central"

PS e PSD ponderam "coligação do bloco central"

 

Lusa/AO online   Regional   12 de Out de 2012, 15:05

O presidente do CDS-PP nos Açores, Artur Lima, afirmou esta sexta-feira que PS e PSD estão a ponderar uma coligação de bloco central, frisando que essa possibilidadee revela o "desespero de querer ir para o poder".

"Ontem (quinta-feira) assistimos a uma hipotética coligação do bloco central e parece-me que esta é que está em cima da mesa, admitida pelos dois candidatos", frisou Artur Lima, em declarações aos jornalistas em Angra do Heroísmo, na Terceira, onde se escusou a comentar a possibilidade de uma coligação do CDS-PP com o PS ou o PSD.

Artur Lima, que é o candidato do CDS-PP à presidência do Goiverno dos Açores nas eleições de domingo, assegurou apenas que não teve "qualquer conversa ou qualquer acordo" com Vasco Cordeiro, candidato socialista à presidência do executivo, remetendo uma decisão sobre eventuais coligações para depois de serem conhecidos os resultados eleitorais.

"Os açorianos vão-se pronunciar no domingo e nós saberemos interpretar a vontade dos açorianos. O que garantimos é estabilidade governativa na região e essa estabilidade consegue-se de várias maneiras, sendo responsável, fazendo propostas concretas, exequíveis e que sejam favor das pessoas", frisou.

O CDS-PP assumiu nesta campanha a saúde como prioridade, tendo hoje Artur Lima defendido a criação de "concorrência entre hospitais".

"É preciso introduzir essa concorrência no Serviço Regional de Saúde, para que cada hospital se esforce para fazer o melhor", defendeu, acrescentando que a proposta do CDS-PP prevê que o doente possa escolher em que hospital e por que cirurgião quer ser operado.

Artur Lima salientou que o direito de escolha dos utentes começaria pelas cirurgias e seria depois alargado a outros serviços, passando os hospitais a ser "financiados conforme a sua produção e a qualidade da sua produção".

Para o líder regional do CDS-PP, a proposta resultará em maior poupança, frisando que "quando um doente não tem confiança no médico e é obrigado a ser operado por ele, a sua recuperação custa muito mais".


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