PS critica concurso da Câmara de Ponta Delgada em ano de autárquicas


 

Lusa/AO Online   Regional   13 de Fev de 2017, 18:56

Os vereadores do PS na Câmara de Ponta Delgada criticaram hoje o concurso para a concessão do bar do Coliseu Micaelense em ano de eleições autárquicas, mas o presidente da autarquia social-democrata garante que o processo é transparente.

“Não questionamos que esteja dentro da legalidade, o que questionamos é o prazo de dez anos para garantir que existe retorno e sustentabilidade do empresário que vai lá investir”, afirmou, em declarações à agência Lusa, o socialista Nuno Miranda, estranhando, ainda, que o concurso decorra apenas durante 15 dias.

O vereador socialista, que falava após a reunião do executivo municipal de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, manifestou igualmente desagrado pelo momento em que o concurso é lançado, por coincidir com o final do atual mandato e com eleições autárquicas.

Além disso, Nuno Miranda destacou que o processo ocorre “na proximidade da extinção ou internalização da empresa municipal” Coliseu Micaelense – Sociedade de Promoção e Dinamização de Eventos Culturais, Sociais e Recreativos, SA, questionando o que ocorrerá depois disso com o investidor privado.

“Não seria mais fácil ter avançado desde início com um processo em que o prazo de candidatura fosse mais largo, para que as pessoas possam fazer estudos que devem ser feitos para decidirem se vão ou não apresentar propostas para a concessão do espaço?”, questionou o vereador.

Para o presidente da Câmara de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, o caderno de encargos para esta concessão é “explícito”.

“O poder da contratação pública é o mais transparente que existe”, afirmou José Manuel Bolieiro, vincando que foi a empresa municipal que lançou o concurso e não a câmara.

O autarca social-democrata criticou o que designou de “agenda da oposição para travar a vida normal do desenvolvimento do concelho”, acusando a comunicação social de acompanhar “com enorme gosto”, o que considera negativo.

Em março de 2016, o presidente da Câmara de Ponta Delgada admitiu estar “muito preocupado” com o endividamento das atuais três empresas municipais, mas escusou-se a antecipar soluções, que revelou estarem a ser estudadas.

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