PS considera "histórico" acordo para liberalização de ligações aéreas

PS considera "histórico" acordo para liberalização de ligações aéreas

 

Lusa/AO Online   Regional   21 de Jul de 2014, 14:00

O PS/Açores considerou esta segunda-feira "histórico" o acordo que permite a liberalização das ligações aéreas entre o arquipélago e o continente e lamentou a tentativa de "usurpação" por parte do PSD de um trabalho "desenvolvido por outros".

 

Para os socialistas açorianos, o acordo entre governos regional e nacional, anunciado na sexta-feira, representa “uma verdadeira revolução” que “irá trazer grandes benefícios para as açorianas e açorianos, bem como para as empresas e para a economia regional no seu todo", disse o dirigente do PS/Açores Francisco César, numa conferência de imprensa em Ponta Delgada.

O socialista destacou que o novo modelo salvaguarda a proteção dos residentes nos Açores, prevendo uma tarifa máxima de 134 euros para as viagens que fizerem ao continente (e inferior em 50% aos preços atuais), o que sempre foi uma condição "inegociável" para o Governo Regional.

Além disso, acrescentou que com a liberalização das ligações entre o continente e duas ilhas (São Miguel e Terceira), "os Açores passam a ter as portas abertas" a outras companhias para além da TAP e da SATA, incluindo as chamadas 'low cost', e, desta forma, "à captação de novos canais de distribuição de fluxos turísticos".

"Esta é uma vitória. Em relação aos dois anos [que levou a concluir esta revisão do modelo], cabe aos açorianos fazer uma avaliação de por que é que demorou tanto tempo. Contudo, sabemos que os açorianos não se esquecem de que desde há dois anos andamos [o PS e o Governo dos Açores] a reivindicar o novo modelo" junto do Governo da República, afirmou.

Francisco César apontou ainda como outro mérito do novo modelo o facto de permitir aos residentes nos Açores escolher o aeroporto para sair da região, sem custo acrescido por não viajarem a partir daquele que têm mais próximo, dizendo que "é mais uma importante conquista" a favor da coesão regional "e da coesão dos Açores com o país".

Francisco César sublinhou que se segue agora o processo de revisão das obrigações de serviço público nas ligações inter-ilhas, que considerou "também indispensável", para as adaptar aos novos fluxos de passageiros que entrarão no arquipélago com o novo sistema de voos para o continente.

Além disso, disse que há também "uma questão de justiça", já que "não tem sentido" que a tarifa máxima para os residentes nos voos inter-ilhas seja "substancialmente superior" à das viagens para o continente.

"Estou convencido de que será um processo rápido", afirmou Francisco César.

O Governo dos Açores estima que o novo modelo das ligações ao continente esteja em vigor na época alta de 2015 (o chamado "verão IATA", da Associação Internacional de Transporte Aéreo).

Francisco César considerou, por outro lado, "absolutamente lamentável a fracassada tentativa de aproveitamento político" do presidente do PSD/Açores, Duarte Freitas, que na sexta-feira se adiantou ao presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro, no anúncio do acordo conseguido com Lisboa.

"Mais do que a tentativa de dizer alguma coisa sobre a inexistente participação do líder do PSD/Açores neste processo e neste resultado, a atitude do dr. Duarte Freitas diz tudo sobre a sua maneira de fazer política: aproveitar o trabalho desenvolvido por outros e usurpá-lo, apresentando-o como seu", afirmou.

 

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