PS apela a "alargado compromisso" entre partidos e parceiros sociais nos Açores

PS apela a "alargado compromisso" entre partidos e parceiros sociais nos Açores

 

LUSA/AO online   Regional   12 de Set de 2014, 14:21

O PS apelou hoje a um "alargado compromisso" entre partidos e parceiros sociais nos Açores para vencer o "desafio da sustentabilidade da autonomia", em vésperas do início do processo de debate e elaboração do orçamento regional para 2015

O apelo foi feito pelo líder da bancada socialista no parlamento dos Açores, Berto Messias, numa declaração política no plenário em que lembrou que o executivo regional, do PS, adotou uma "agenda estrutural" e uma "agenda conjuntural" para responder à crise nacional e internacional e também "compensar" e "mitigar" os efeitos da austeridade imposta pela República.

"Apesar das dificuldades, a verdade é que temos tido alguns resultados", disse Berto Messias enumerando dados como a "redução gradual" do número de inscritos nos centros de emprego ou a maior taxa nacional "de criação líquida de empresas".

No entanto, sublinhou que permanecem "grandes desafios" por vencer, como o do desemprego, educação, sustentabilidade financeira do Serviço Regional de Saúde ou crescimento económico, entre outros.

"Em suma, o desafio da sustentabilidade da nossa autonomia. E precisamos, em defesa da sustentabilidade da nossa autonomia, de um alargado compromisso entre todos os agentes do sistema político, todos os partidos políticos e todos os parceiros sociais para conseguirmos vencer este desafio", sublinhou, lembrando que na segunda-feira o Governo açoriano inicia uma ronda de audições com vista à preparação do orçamento da região para 2015.

Esta declaração gerou críticas generalizadas por parte da oposição, que considera insuficientes os resultados da governação socialista.

"Se o governo diz que governa bem e tem tantos programas, por que é que temos os resultados que temos? Por que é que temos a maior taxa de RSI [Rendimento Social de Inserção]? Porque temos a maior taxa de desemprego do país? Porque temos tantos açorianos sem médico de família? Porque os senhores não querem reconhecer a realidade e o falhanço da vossa governação", afirmou o social-democrata António Ventura.

Aníbal Pires, do PCP, considerou que o executivo regional tem optado por "velhas receitas" sem resultados e desafiou os socialistas a terem mais "coragem" e a não recusarem sistematicamente iniciativas da oposição que visam "ressarcir" verdadeiramente os açorianos do "roubo" da República, aumentar o "rendimento dos trabalhadores", "valorizar o trabalho" e dinamizar a economia.

Também Artur Lima criticou as opções e os resultados do Governo Regional, dando como exemplo o caso da "austeridade" e "poupança cega" na saúde.

Já Paulo Estêvão, do PPM, duvidou da intenção de diálogo manifestada pelo PS, dizendo que os socialistas "não honram os seus compromissos".

O monárquico deu como exemplo o orçamento regional para este ano, que o deputado votou favoravelmente após uma negociação que levou à inclusão no documento da criação da disciplina de História e Cultura dos Açores no ano letivo 2014/2015. A medida foi entretanto adiada e a disciplina só deverá começar a ser lecionada no próximo ano.

O Governo Regional, através do vice-presidente, realçou também a evolução positiva dos números do desemprego nos últimos seis meses, mas garantiu que isso não o faz "descansar" e que a "principal prioridade" do executivo é combater este problema.


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