PS/Açores diz que greve dos estivadores não deve ser arma de arremesso político

PS/Açores diz que greve dos estivadores não deve ser arma de arremesso político

 

LUSA/AO Online   Regional   26 de Mai de 2016, 14:40

O PS/Açores defendeu que a greve dos estivadores "não deve ser usada como arma de arremesso político", acusando o líder regional do PSD de tentar "capitalizar politicamente" os efeitos da paralisação.

Em comunicado, o PS, partido que governa os Açores há 20 anos, lamenta as declarações do presidente do PSD/Açores e deputado no parlamento regional, Duarte Freitas, considerando que “mais não são do que uma tentativa de capitalizar politicamente com os efeitos da greve dos estivadores do porto de Lisboa”. “Aliás, não deixa de ser curioso que o deputado Duarte Freitas, que hoje critica os serviços mínimos que asseguram dois navios por semana para a região, seja o mesmo deputado Duarte Freitas que nada disse quando, há dois anos, o Governo da República do PSD apenas decretou como serviços mínimos um navio por semana para os Açores, ou seja metade do atual”, lê-se no comunicado. O presidente do PSD/Açores defendeu ontem que o Governo Regional, liderado pelo socialista Vasco Cordeiro, deve pedir ao executivo nacional, do PS, que proceda à requisição civil dos estivadores do Porto de Lisboa, para que “o transporte de mercadorias para os Açores volte a ser efetuado com normalidade”. Para Duarte Freitas, “a economia dos Açores não pode continuar a ser prejudicada pela fidelidade partidária do Governo Regional em relação à República ou pelo receio de Vasco Cordeiro em afrontar António Costa”. No comunicado, o PS/Açores considera que as considerações de Duarte Freitas sobre o presidente do executivo regional e também líder do partido no arquipélago “são um evidente sinal de desespero político e a demonstração clara de uma forma ultrapassada de fazer política”. Os socialistas reconhecem, por outro lado, que “a greve dos estivadores do porto de Lisboa tem vindo a provocar perturbação no transporte de mercadorias entre a região e o território continental”, sublinhando que o executivo açoriano “tem vindo a monitorizar, em permanência, esta situação por forma a garantir a defesa dos interesses da economia” regional e a “minimizar, dentro do possível, os efeitos negativos desta paralisação”. “Foi, aliás, também por ação do Governo dos Açores que atualmente os serviços mínimos decretados para a região representam o dobro dos serviços mínimos decretados há dois anos pelo Governo da República do PSD, a propósito de idêntica greve dos estivadores”, salienta o comunicado, referindo que, “no cumprimento dos serviços mínimos, estima-se que escalem a região mais quatro navios até ao final do mês.” A 28 de abril, o sindicato dos estivadores emitiu um novo pré-aviso de greve para o Porto de Lisboa, com incidência nos portos de Setúbal e da Figueira da Foz, que prolongou a paralisação até ao dia 27 de maio, entretanto estendida até 16 de junho. No mesmo dia, o Governo fixou serviços mínimos para os portos de Portugal, tendo o executivo açoriano manifestado satisfação. Segundo o Governo Regional, os serviços mínimos “preveem que os trabalhadores que adiram à greve assegurem a movimentação da carga de dois navios, de cinco em cinco dias, destinados aos Açores e ainda a movimentação de cargas destinadas à região que constituam produtos de abastecimento de géneros alimentícios, produtos deterioráveis e peças sobressalentes para equipamentos de primeira necessidade”.

 


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