PS/Açores confiante num aumento da quota do goraz a partir de 2019

PS/Açores confiante num aumento da quota do goraz a partir de 2019

 

LUSA/AO online   Regional   30 de Jun de 2017, 15:23

O vice-presidente da bancada parlamentar do PS na Assembleia Legislativa dos Açores José Ávila considerou hoje que há condições para acreditar num aumento da quota do goraz na região a partir de 2019

"Os Açores têm provado junto do espaço europeu que têm desenvolvido algumas medidas de proteção desta espécie, nomeadamente com o aumento dos tamanhos mínimos, e mesmo com a própria gestão da quota, no sentido de provar que já existem resultados palpáveis relativamente a esta quota e de nós conseguirmos lutar por um pequeno aumento”, salientou, em declarações aos jornalistas.

José Ávila falava à margem de uma reunião entre os deputados do Partido Socialista, em maioria no parlamento açoriano, e a Associação Terceirense de Armadores, no Porto de Pescas da Praia da Vitória, na ilha Terceira.

A quota de goraz para 2018 nos Açores foi estipulada em 507 toneladas, igual à atribuída em 2016, mas até ao final deste ano decorrem negociações para definir a quota dos anos seguintes.

Segundo o deputado socialista, bastava um aumento “entre 100 e 150 toneladas” para dar resposta às reivindicações dos pescadores, sobretudo nas ilhas Terceira, Graciosa, Flores e Faial, mais dependentes da captura do goraz.

O aumento da quota do goraz é uma das principais reivindicações da Associação Terceirense de Armadores, que alega que um aumento de 100 toneladas resolveria o problema em todas as ilhas.

“Estamos com pouca quota do goraz para os barcos nos Açores trabalharem, pelo menos a Terceira está com esse problema. Certos barcos tiveram uma redução muito grande na quota para poderem fazer a sua atividade”, salientou Paulo Melo, presidente da associação, referindo-se à repartição das quotas por ilhas, registada este ano.

Ainda assim, o presidente da associação, que representa 120 armadores na ilha Terceira, disse que o pescado tem sido mais valorizado.

“Os preços estão acessíveis aos armadores. Tem-se ganhado dinheiro no setor das pescas ultimamente. Não tem sido um ano ruim”, adiantou.

Segundo o vice-presidente da bancada parlamentar do PS, o caso da ilha Terceira prova que os baixos salários no setor da pesca não são generalizados nos Açores.

“Temos algumas comunidades piscatórias, nomeadamente na ilha de São Miguel, em que há outro tipo de problemas, que têm a ver com a divisão do resultado da pesca. Isso tem impedido o aumento do rendimento de alguns pescadores, mas é uma situação que está perfeitamente localizada, está identificada e não é o reflexo do que se passa em todos os Açores”, frisou.

Também o presidente da Associação Terceirense de Armadores confirmou que não conhece pescadores na Terceira a receber menos do que o salário mínimo.

Outra das reivindicações da associação é o reforço da formação para os pescadores.

“Às vezes eles têm pouca escolaridade para poderem iniciar a atividade no mar e a gente precisava de encontrar uma solução para eles poderem trabalhar na área”, explicou Paulo Melo.

O deputado socialista admitiu que há algumas carências nesta área, mas disse que o problema deverá ser “resolvido em breve”, tendo em conta que as ações de formação já se iniciaram na ilha do Pico e deverão prosseguir em todas as ilhas.


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