PS/Açores acusa PSD de "arrogância e sobranceria" no debate do orçamento

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O líder parlamentar do PS Açores André Bradford no Plenário do Parlamento açoriano

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O líder da bancada do PS na Assembleia Legislativa dos Açores, André Bradford, acusou hoje o PSD/Açores de ser "arrogante e sobranceiro" ao anunciar o voto contra o Plano e Orçamento antes da discussão dos diplomas.
 

 

"Votar reiteradamente contra por antecipação é próprio de uma oposição arrogante e sobranceira, que só aceita jogar o jogo democrático quando for de novo poder e que, até lá, se reserva ao direito de esperar, à margem da construção do futuro, que a governação corra mal", acusou o deputado socialista, no final do debate sobre o Plano e Orçamento para 2017, a decorrer na Horta.

O anúncio do PSD foi feito antes do debate, que teve início na terça-feira. Na sexta-feira decorre a votação dos documentos.

André Bradford recordou que, desde que Duarte Freitas lidera o PSD nos Açores, os sociais-democratas têm optado por "longos silêncios" ou "monólogos repletos de autocontentamento", dedicando mais tempo a "resolver os seus problemas internos" do que a procurar resolver os problemas dos açorianos.

"Desde 2014 que o deputado Duarte Freitas anuncia duas a três semanas antes do debate plenário sobre o Plano e Orçamento o seu voto contra", recordou o parlamentar socialista, lembrando que a "vontade soberana dos açorianos" foi recentemente renovada com a vitória do PS nas eleições regionais de outubro de 2016.

O líder parlamentar socialista recordou que o Plano e Orçamento para 2017 foi elaborado após a auscultação dos parceiros sociais e das entidades representativas da sociedade civil "em todas as ilhas da região", que terão manifestado uma "sintonia alargada" sobre os documentos.

"Naturalmente, e como é próprio das democracias maduras, encontrámos propostas alternativas e pontos de vista diferentes, mas também pudemos verificar a existência de uma sintonia alargada no que toca aos principais desafios que se colocam à região e às prioridades de ação que devem ser definidas e implementadas", sustentou.

Apesar disso, André Bradford manifestou abertura da bancada da maioria socialista para aprovar propostas dos partidos da oposição, desde que contribuam para "corrigir o que eventualmente corra menos bem".

"Com a convicção que sempre dedicamos à defesa das nossas ideias e à explicação dos nossos pontos de vista, mas também com a abertura necessária para acolhermos e viabilizarmos propostas que, não sendo nossas, permitam melhorar a vida dos açorianos", frisou.

O líder da bancada socialista lembrou, no entanto, que os Açores vivem hoje num contexto de "retoma sustentada da economia", revelando "sinais claros e estáveis de recuperação", ao nível do emprego e da atividade económica.

"Hoje, o desemprego desceu mais e para níveis mais baixos do que a média nacional", recordou André Bradford, acrescentando que também hoje a economia do arquipélago cresce mais e mais depressa do que do que no país, depois da "tormenta" da crise nacional.

Tudo isto foi conseguido, recordou o PS/Açores, mantendo as finanças públicas "estáveis e saudáveis", "os impostos mais baixos do país" e "apoios sociais complementares que só existem na região".

Apesar dos elogios ao Plano e Orçamento do Governo para 2017, André Bradford anunciou um conjunto de propostas de alteração que a maioria socialista vai apresentar para reforçar a área da mobilidade elétrica, repor direitos dos trabalhadores das empresas públicas, aumentar o apoio a jovens ou promover o bem-estar animal.

Além do PSD, o PCP já anunciou, no final do debate sobre o Plano e Orçamento para 2017, o seu voto contra, ao passo que o BE disse que não iria "acompanhar" os documentos.