Próxima cimeira da NATO será em Bruxelas no verão de 2018

Próxima cimeira da NATO será em Bruxelas no verão de 2018

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   29 de Jun de 2017, 17:32

Os dirigentes da NATO vão reunir-se numa cimeira em Bruxelas no verão de 2018, anunciou o secretário-geral da organização de cooperação militar das potências ocidentais, Jens Stoltenberg.

“Estou a contar com uma cimeira em 2018 aqui em Bruxelas, no próximo verão”, declarou Stoltenberg numa conferência de imprensa, sem precisar por enquanto a data.

Os chefes de Estado e de Governo da Aliança Atlântica, que tem 29 países desde a integração do Montenegro, no início de junho, encontraram-se no final de maio pela primeira vez com os novos Presidentes francês, Emmanuel Macron, e norte-americano, Donald Trump.

As críticas reiteradas de Trump à NATO fizeram recear um desinvestimento dos Estados Unidos, cuja superioridade militar durante muito tempo funcionou como um “guarda-chuva protetor” para a Europa.

Trump exige que os aliados desembolsem mais dinheiro para pagar a sua própria defesa e cumpram o objetivo de um orçamento militar equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024.

O chefe de Estado norte-americano quer também que a Aliança Atlântica contribua mais para a luta contra o terrorismo.

A intervenção que Trump fez perante os seus pares a 25 de maio último em Bruxelas assustou-os, porque ele optou deliberadamente por não reafirmar o compromisso norte-americano de respeitar o artigo 5 do tratado fundador da NATO.

Esse artigo prevê que os aliados acorram a socorrer um dos seus em caso de agressão externa. Só foi invocado uma vez pela NATO, em 2001, após os atentados do 11 de Setembro, para ajudar os Estados Unidos na luta contra os talibãs no Afeganistão.

Trump acabou por assegurar que os Estados Unidos cumprirão “o artigo 5” em caso de ataque, ao receber na Casa Branca o Presidente romeno, Klaus Iohannis, a 09 de junho.

A próxima cimeira da NATO vai permitir inaugurar a nova sede ultramoderna da organização, onde os diplomatas e o pessoal militar deverão começar a instalar-se a partir de setembro.

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