Política

Proteger pensionistas é prioridade para OE de 2013 de Espanha

Proteger pensionistas é prioridade para OE de 2013 de Espanha

 

LUSA/AOnline   Internacional   10 de Set de 2012, 21:21

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, disse hoje que não prevê tocar nas pensões ou alterar os impostos e contribuições sobre o trabalho em 2013, após ser questionado sobre se estuda medidas idênticas às anunciadas em Portugal.

Entrevistado na TVE, Mariano Rajoy foi questionado sobre as novas medidas de
austeridade anunciadas na sexta-feira pelo primeiro-ministro português, Pedro
Passos Coelho, recordando que “Portugal anunciou um aumento das contribuições
sociais de sete pontos”.

No caso de Espanha, porém, o projeto de Orçamento de Estado (OE) para 2013 –
que o Governo aprova no dia 27 – não prevê reduzir as pensões, alterar o IVA ou
o equivalente ao IRS (IRPF), prevendo-se mudanças em impostos sobre mais-valias
e em impostos verdes e cortes em gastos correntes.

“A primeira prioridade é tratar os pensionistas da melhor maneira possível. A
minha primeira instrução ao ministro das Finanças é de que as pessoas que não se
devem prejudicar são os pensionistas”, disse.

“Continuaremos a fazer o que podemos para reduzir a despesa corrente. Creio
que no ano que vem teremos mais receitas públicas, porque não será tão mau em
termos do crescimento económico”, sublinhou.

Ainda assim Rajoy reconheceu as dificuldades que vive o sistema de pensões
espanhol, o qual desde 2007 perdeu mais de 2,7 milhões de contribuintes para a
Segurança Social, enquanto o número de pensionistas aumentou em 600.000 no mesmo
período.

Mariano Rajoy falava na sua primeira entrevista televisiva desde que tomou
posse, em dezembro do ano passado, nos estúdios Buñuel da TVE, onde respondeu a
perguntas de seis jornalistas de vários órgãos de comunicação social
espanhóis.

Foi uma entrevista dividida em dois blocos, um de economia e outro de
política, e para a qual, segundo relataram hoje alguns dos jornalistas
participantes, não foi feita qualquer exigência pela equipa de Mariano
Rajoy.

O presidente do Governo comprometeu-se a que Espanha cumpra a meta de défice
em 2013, fixada em 4,5 por cento do Produto Interno Bruto, situação que ainda
assim implicará que o Estado “gastará mais 45.000 milhões de euros do que recebe
e que terão que ser pedidos fora”.

“Por isso temos que ajustar as despesas perante as receitas. Creio que
podemos fazer um OE que vai ter como objetivo crescer e criar emprego, reduzindo
o défice e criando emprego”, disse.


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