Prosseguem operações para resgatar 17 mineiros chineses presos há mais de dez dias


 

Lusa/AO Online   Internacional   5 de Jan de 2016, 05:13

As equipas de resgate continuam os trabalhos para tentar libertar 17 mineiros presos numa mina de gesso que colapsou no passado dia 25 de dezembro na província de Shandong, sem que ainda se conheçam as causas do acidente.

 

Segundo a agência estatal Xinhua, as equipas de resgate escavaram mais de 200 metros, mas ainda não conseguiram encontrar sobreviventes, apesar de terem conseguido contactar com quatro dos mineiros, que estão “em situação estável” e receberam abastecimentos de comida, roupa, medicamentos e lanternas.

O acidente aconteceu a 25 de dezembro numa mina de gesso na zona de Pingyi, onde estavam 29 pessoas, das quais 11 escaparam, uma morreu e as restantes continuam presas debaixo de terra, sem que se conheça a sua situação, à exceção dos quatro com quem foi possível contactar.

Segundo a Xinhua, o resgate tem sido lento devido à complicada “situação geológica” da zona e ao receio que se gere outro colapso na mina.

Após o início do resgate, o dono da mina, que começou por participar nas operações de apoio, suicidou-se, no passado dia 27.

O chefe do Partido Comunista, o governador e os subdiretores de Pingyi foram demitidos dos seus cargos e vários executivos ligados à exploração mineira estão sob investigação judicial.

O colapso da mina foi de tal magnitude que gerou um tremor de terra equivalente a um sismo de magnitude 4 que foi detetado pelo Centro de Redes de Sismos da China.


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