Propostas de Plano e Orçamento sem "rasgo de inovação"

Propostas de Plano e Orçamento sem "rasgo de inovação"

 

Lusa/AO Online   Regional   14 de Mar de 2017, 15:57

O deputado único do PCP no parlamento dos Açores considerou hoje que as propostas de Plano e Orçamento para 2017 do Governo Regional, do PS, não têm "qualquer rasgo de inovação" e demonstram a sua "visão centralista" do arquipélago.

 

“Não se consegue descobrir, por maior que seja o esforço neste sentido, qualquer medida, qualquer política inovadora em relação àquilo que até agora têm sido as políticas deste Governo e do PS”, afirmou João Paulo Corvelo, no debate sobre os documentos orçamentais que hoje começou na Assembleia Legislativa Regional, na Horta, ilha do Faial.

Para João Paulo Corvelo, estes são “documentos sem qualquer rasgo de inovação, criatividade e audácia que apontam para mais do mesmo” e dão “claramente a sensação” de se estar “perante uma governação cansada, esgotada e em fim de vida útil”.

No seu entender, esta governação é insensível e incapaz de alterar o rumo das suas várias políticas “erradas”.

“Em relação às questões de coesão regional e do desenvolvimento harmonioso, esta proposta de Plano e Orçamento é o símbolo supremo da sua negação e da visão centralista e redutora que o Governo tem do nosso arquipélago”, considerou ainda.

Segundo João Paulo Corvelo, “enquanto se assiste ao envelhecimento da população, à saída contínua de jovens e ao despovoamento gradual de ilhas, como, por exemplo, as Flores ou a Graciosa, não se consegue ver nesta proposta políticas capazes de travar e inverter, nomeadamente através da fixação de jovens, esta preocupante sangria demográfica”.

“Embora nesta proposta se possam encontrar algumas medidas que julgamos essenciais e fundamentais, pensamos que é muito pouco e fraco o conteúdo da proposta de Plano e Orçamento. Não é, pois, um instrumento capaz de mobilizar os açorianos e as suas organizações”, sustentou o deputado do PCP.

E, “se dúvidas houvesse quanto a isso, as posições já referidas, assumidas por diversos Conselhos de Ilha, e o desencanto que tais posições indiciam, encarregam-se de tirar quaisquer dúvidas e provam, de forma inequívoca”, acrescentou.

A proposta de Orçamento dos Açores para este ano, de 1.214 milhões de euros, mantém as receitas e o investimento público do ano passado, mas reforça as transferências para a área da Saúde, anunciou o executivo no mês passado.

As transferências para o Serviço Regional de Saúde previstas totalizam 300 milhões de euros e o investimento conta com 774 milhões de euros, “dos quais 517 milhões de euros correspondem a investimento direto da região”.

A principal prioridade do executivo açoriano em matéria de investimento é o “reforço do crescimento económico e do emprego, assente na inovação e no conhecimento”, que tem uma dotação de 51% do total e representa 395 milhões de euros.

 

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