Proposta do PCP de salário mínimo de 600 euros deverá ser "chumbada" hoje no parlamento

Proposta do PCP de salário mínimo de 600 euros deverá ser "chumbada" hoje no parlamento

 

Lusa/AO Online   Economia   16 de Dez de 2016, 07:33

A iniciativa do PCP de recomendar ao Governo socialista o aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) para 600 euros em janeiro deverá ser hoje "chumbada" por PS, PSD e CDS-PP na votação em plenário parlamentar.

Apesar dos votos favoráveis de BE, PEV e PAN, o projeto de resolução comunista deverá ser rejeitado por socialistas, sociais-democratas e democratas-cristãos.

Em discussão estará ainda uma proposta do PSD para atualização do SMN ligada ao "crescimento, competitividade e emprego" num "contexto alargado" de "combate às desigualdades e à pobreza que assegure e promova a paz social e o desenvolvimento", sem valores ou datas definidas.

"O PS reitera o seu compromisso com a valorização dos rendimentos dos trabalhadores, nomeadamente o aumento do SMN, cumprindo assim o programa de Governo e as posições conjuntas que asseguram um aumento faseado até atingirmos os 600 euros em 2019", disse à Lusa o deputado do PS Tiago Barbosa Ribeiro.

Do lado do BE, o dirigente bloquista Jorge Costa considerou que "sempre” defendeu “os 600 euros no programa e campanha eleitorais”.

“Consideramos justo e realizável esse aumento, mas, infelizmente, esse não foi o entendimento do Governo, mesmo desde a assinatura do acordo com o BE. Não havendo condições políticas para tal, pelo menos, fica garantida a atualização do SMN sem recuos, por pressão das instituições europeias ou do patronato", sustentou Jorge Costa.

"Votaremos contra porque é uma iniciativa que faz tábua rasa do património em que consiste há muitos anos a concertação social. Apresentamos um projeto de resolução, em alternativa, que prevê um acordo de médio prazo entre os parceiros sociais sobre crescimento, economia e emprego, o qual inclui a atualização do SMN", declarou por seu turno a deputada do PSD Clara Marques Mendes.

O centrista Filipe Anacoreta Correia classificou a iniciativa como "um número político do PCP” porque há compromisso da maioria relativamente aos aumentos do SMN (para 557 euros e 600 até final da legislatura).

O ecologista José Luís Ferreira também confirmou o voto a favor da proposta comunista "porque é aquilo que o PEV defende há muito tempo".

O deputado único do PAN André Silva também votará favoravelmente "até porque o aumento do salário mínimo para 600 euros consta do programa eleitoral para as legislativas de 2015-2019".


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