Proposta do Orçamento do Estado está "muito longe" de responder às expectativas dos trabalhadores

Proposta do Orçamento do Estado está "muito longe" de responder às expectativas dos trabalhadores

 

Lusa/AO online   Economia   23 de Out de 2017, 18:39

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, disse hoje que a proposta do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018) está "muito longe" de corresponder às expectativas dos trabalhadores, admitindo "algumas evoluções".


As declarações do secretário-geral da intersindical, Arménio Carlos, foram feitas em conferência de imprensa na sede da CGTP, após a reunião da comissão executiva que analisou a proposta do OE2018.

"A proposta identifica algumas evoluções, mas está muito longe de corresponder às expectativas e necessidades dos trabalhadores e das populações no que concerne aos salários, às carreiras, à política fiscal, à proteção social e aos serviços públicos", afirmou Arménio Carlos.

O líder da CGTP disse ainda que "depois dos trágicos acontecimentos que vitimaram mais de 100 pessoas com a devastação dos incêndios", em junho e em outubro, a intersindical entendeu que o Governo deve introduzir "de imediato" um reforço de verbas para prestar ajuda às populações, às empresas e aos trabalhadores.

Arménio Carlos voltou a dizer que o OE2018 "tem de romper com o tratado orçamental e com o défice" e avançar com soluções para "os problemas de fundo" como a atualização dos salários no Estado ou as progressões na carreira para todos os trabalhadores.

Nesse sentido, lembrou que a Frente Comum da Administração Pública tem marcada uma greve para a próxima sexta-feira e que sindicatos não filiados na intersindical já aderiram ao protesto.

Arménio Carlos anunciou ainda que esta semana vai pedir reuniões aos grupos parlamentares para apresentar as propostas da CGTP a incluir no OE2018 que vão no sentido de reduzir a "despesa supérflua e arrecadar mais verbas em impostos".

Entre as propostas está a renegociação da dívida que, segundo a CGTP, libertaria parte dos 7 mil milhões de euros em juros pagos ao exterior, e a renegociação das Parcerias Público-Privadas (PPP).

A intersindical defende ainda a introdução de uma taxa de 0,25% sobre as transações financeiras, que terá uma receita potencial superior a 1,1 milhões de euros, e "a incidência do IRC nos lucros efetivos gerados pelas empresas".

Questionado sobre o aumento do salário mínimo, Arménio Carlos reafirmou que a CGTP vai exigir 600 euros a partir de janeiro de 2018, sublinhando que "este é o momento certo para o Governo assumir que pode ir mais longe".



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