Projeto "Surf Salva" ensina socorro a surfistas e banhistas a protegerem-se do sol

Projeto "Surf Salva" ensina socorro a surfistas e banhistas a protegerem-se do sol

 

Lusa/AO Online   Nacional   31 de Jul de 2015, 18:42

As ações de formação do projeto "Surf Salva", destinadas a surfistas, sobre salvamento e suporte básico de vida a banhistas, alargam-se agora aos veraneantes com informação sobre como prevenir o cancro de pele.

 

“Este ano vamos associar mais um parceiro a estas ações que é a Liga Portuguesa Contra o Cancro” (LPCC), porque a proteção solar “é uma mais-valia” para os praticantes de surf, mas também para os banhistas, disse à agência Lusa o comandante Nuno Leitão, do Instituto Socorros a Náufragos.

Todos os anos surgem em Portugal 10 mil novos casos de cancro de pele, dos quais cerca de 800 são melanoma, a forma mais perigosa e mortal da doença.

Segundo o comandante Nuno Leitão, a segunda edição do projeto "Surf Salva" arrancou em maio, mas as ações de formação com a parceria da LPCC arrancam, no sábado, na praia de Portimão, no Algarve.

A primeira edição do projeto, que surgiu de uma parceria entre o ISN e o Lidl Portugal, envolveu 32 ações de formação que decorreram em praias de norte a sul do país e que contaram com mais de 1.100 participantes que adquiriram conhecimentos teóricos e práticos de salvamento e aplicação do suporte básico de vida.

O projeto nasceu com o objetivo de atingir cerca de 150 mil praticantes de ‘surf’, dando-lhes uma formação adequada para que sejam uma mais-valia no salvamento aquático, disse o responsável.

“Os surfistas são os primeiros a chegar à praia e os últimos a sair” e praticam a modalidade nas condições menos favoráveis para a prática balnear, mas favoráveis para a prática do surf”, comentou, sublinhando que, por estas razões, são “uma mais-valia no salvamento aquático”.

O comandante Nuno Leitão salientou a importância de dar formação aos surfistas sobre a maneira correta de resgatar um náufrago, porque “muitas vezes um mau resgate põe também em risco” as suas vidas, mas também sobre os mecanismos que devem acionar após um salvamento para que a evacuação seja feita em condições de segurança.

“Todos nós podemos salvar muito bem” e ter “todas as capacidades para poder salvar alguém no mar, mas se quando chegamos a terra nos sentimos sozinhos sem saber a quem é que havemos de ligar todo aquele sucesso que conseguimos desempenhar foi em vão”, salientou.

No ano passado, o ISN registou 80 salvamentos efetuados por surfistas que estavam na praia e ajudaram os nadadores salvadores a desempenharem os salvamentos dentro das áreas vigiadas e não vigiadas.

Este ano, em três meses de época balnear, já foram registados 31 salvamentos feitos por surfistas em praias vigiadas e não vigiadas.

“Podemos ver nestes dados estatísticos que a capacidade de aproveitarmos estes praticantes de surf para que também sejam um agente de proteção civil” e “poderem salvar melhor é uma mais-valia para Portugal, porque salva-se mais e felizmente morre-se menos”.

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