Programa de Prevenção da Depressão alargado aos Açores a partir de março

Programa de Prevenção da Depressão alargado aos Açores a partir de março

 

Lusa/AO online   Regional   6 de Fev de 2018, 14:02

O Programa de Prevenção da Depressão será alargado aos Açores a partir de março, numa cooperação entre a Ordem dos Psicólogos e a secretaria regional da Saúde, segundo um protocolo assinado esta terça-feira.

“Com esta metodologia, que vai ser utilizada mais facilmente, poderemos detetá-la [à depressão] atempadamente e assim intervir. No fundo é uma forma de prevenção, que metemos no terreno, que envolve não só os psicólogos”, adiantou o presidente da Ordem dos Psicólogos, Francisco Miranda Rodrigues, em declarações aos jornalistas em Angra do Heroísmo.

O programa vai arrancar com um projeto piloto em três centros de saúde dos Açores, Angra do Heroísmo (Terceira), Velas (São Jorge) e Vila do Porto (Santa Maria), onde serão criadas equipas multidisciplinares e será dada formação aos profissionais de saúde.

“Isto passará por um inquérito que será feito nas consultas dos médicos de medicina geral e familiar e que depois, consoante os resultados, passará para o psicólogo e, conforme as necessidades, para a psiquiatria nos hospitais”, disse por sua vez o secretário regional da Saúde, Rui Luís.

Segundo Francisco Miranda Rodrigues, o problema não afeta os Açores, em particular, mas os números nacionais são alarmantes.

“Os dados que temos apontam, em termos de território nacional, para uma incidência muito grande da depressão e que nos coloca no patamar europeu no topo dos países da Europa relativamente a este problema. Isso é mais do que suficiente para termos uma preocupação muito grande com esta situação e termos que, em todo o território nacional, desenvolver esforços no sentido de evitarmos que continue a crescer”, salientou.

Os dados do último Inquérito Regional de Saúde dos Açores (2014) apontavam para a existência de alterações psico-emocionais em cerca de um terço da população entre os 20 e os 74 anos, revelando ainda que 5% da população açoriana sofria de ansiedade e 4% de depressão.



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