Programa de investimento nos Açores gera mais 100 projetos do que antecessor

Programa de investimento nos Açores gera mais 100 projetos do que antecessor

 

Lusa/AO online   Regional   23 de Fev de 2018, 09:10

O programa Competir +, vocacionado para apoiar o investimento privado e a inovação, gerou nos seus três anos de existência mais uma centena de projetos do que o seu antecessor, revelou, esta quinta-feira, o presidente do Governo dos Açores.

“Se compararmos os três anos do funcionamento do Competir + com os primeiros três do sistema de incentivos que o antecedeu vemos que, hoje, há uma diferença para mais de cerca de uma centena de projetos”, declarou Vasco Cordeiro aos jornalistas, no âmbito de uma visita ao grupo Marques, no concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel.

De acordo com o líder do executivo açoriano, a região já se aproximou de um milhar de projetos de investimento apoiados pelo Competir +, quando este valor era de menos 100 projetos no sistema anterior.

Vasco Cordeiro, que referiu que o montante de investimento é também superior em cerca de 30 milhões de euros, pretendeu com a visita ao grupo económico açoriano “sinalizar aquele que é um processo que está a acontecer um pouco por toda a região e em várias empresas”, ou seja, uma “atenção crescente à inovação".

Mas também de "crescente adesão àqueles que são os instrumentos e as políticas que o Governo Regional tem definido” para a inovação e investimento privado".

Para o líder do governo açoriano, várias empresas do tecido empresarial regional têm vindo a dedicar uma “atenção especial” à inovação, que considerou ser “fundamental para o trajeto que se pretende construir de uma economia mais competitiva e dirigida para a exportação, através da valorização de produtos regionais", exemplificando com a criptoméria e o basalto.

Vasco Cordeiro destacou que os recentes resultados da exportação dos Açores revelam um crescimento “superior a 8%” e uma diminuição das importações, o que revela uma “melhoria significativa” da balança comercial.

Primitivo Marques, presidente do conselho de administração do grupo Marques, revelou que a faturação consolidada do grupo, composto por 13 empresas dispersas por quatro setores de atividade, foi de 101 milhões de euros em 2016.

O empresário, cujo grupo possui 1.050 trabalhadores e já investiu 95 milhões de euros desde 2000 na região, anunciou que estão em curso três projetos piloto na área da inovação com base em fibra de basalto dos Açores, resíduos de madeira e óleos vegetais visando potenciar receitas por via da exportação.



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