Programa de gestão de listas de espera cirúrgicas nos Açores arranca em novembro

Programa de gestão de listas de espera cirúrgicas nos Açores arranca em novembro

 

Lusa/AO Online   Regional   27 de Out de 2014, 14:34

O secretário Regional da Saúde dos Açores anunciou hoje a entrada em funcionamento, em novembro, de um novo programa de gestão de listas de espera cirúrgicas, que congrega doentes dos três hospitais do arquipélago.

“Este programa já está em fase de instalação, só falta a introdução dos doentes do Hospital do Santo Espírito, da ilha Terceira, e irá permitir uma gestão mais integrada”, disse Luís Cabral, acrescentando que “durante novembro e dezembro” serão emitidos vales de saúde para os doentes que aguardam há mais tempo por uma cirurgia.

O secretário regional da Saúde falava após a visita à sala de pequena cirurgia do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, cuja abertura representa "uma viragem e o início do ciclo de implementação destas medidas” de gestão das listas de espera cirúrgica e vai permitir “em três meses operar todos os cerca de 500 doentes que estão em lista de espera em pequenas cirurgias na ilha de São Miguel”.

Luís Cabral disse, ainda, que este “programa transparente” vai incluir as listas de espera para cirurgia dos Hospitais de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta e através do qual será possível “ter números muito exatos dos utentes que estão em espera”, suas “prioridades” e "definir tempos máximos de espera para cada uma das patologias".

No caso do Hospital da Horta, no Faial, o governante disse que já ocorreu “uma redução de cerca 300 doentes na lista de espera ortopédica” e, até ao final do ano, esta situação deverá ficar completamente resolvida, porque foram contratados “dois novos ortopedistas”.

Quanto à Terceira, o titular pela pasta da Saúde assegurou, também, que já se registou “uma redução significativa” em várias especialidades e acrescentou que, “atualmente, os dados oficiais” apontam para “cerca de 3.500 utentes com mais de 18 meses de espera na região” por uma cirurgia, mas “nas situações oncológicas não há listas de espera”.

"É o início de um ciclo de introdução de várias medidas que têm vindo a ser preparadas ao longo deste último ano e que visam combater este problema e espero, através destas medidas, ter, ao longo de 2015, uma redução significativa nas listas de espera", sublinhou.


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