Programa de combate a listas de espera na Madeira adotado até final do ano

Programa de combate a listas de espera na Madeira adotado até final do ano

 

Lusa/AO Online   Nacional   24 de Jul de 2015, 17:22

O secretário regional da Saúde da Madeira anunciou que vai ser implementado, ainda este ano, um plano de recuperação cirúrgica para colmatar o problema das listas de espera no arquipélago.

 

Manuel Brito fez este anúncio na comissão parlamentar de Saúde e Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa da Madeira, que durou cerca de três horas e contou com a presença do diretor clinico do hospital do Funchal, João Manuel Rodrigues, a presidente do conselho de Administração do Serviço Regional de Saúde (Sesaram), Lígia Correia, e da responsável pelo Instituto de Saúde (IASAUDE), Ana Nunes.

O deputado do CDS-PP Mário Pereira apontou que, “neste momento, ascendem a 86.370” os inscritos nas listas de espera no hospital do Funchal, das quais cerca de 17 mil são para intervenções cirúrgicas.

“Ainda este ano, em outubro, será implementado um programa de recuperação cirúrgica específico para recuperar as listas de espera”, informou Manuel Brito, salientando ser necessário efetuar a sua atualização e que haverá uma contratualização com os médicos, abrangendo sobretudo as especialidades mais problemáticas.

Na ocasião, Manuel Brito defendeu a importância de a região aproveitar "a experiência" de programas implementados a nível nacional. "Por estarmos de costas viradas, perdemos [Madeira] muitos milhões", disse.

Questionado sobre os problemas que se têm verificado no bloco operatório, devido às elevadas temperaturas que se têm registado na região, realçou que haverá “a substituição do equipamento de maneira a se ajustar às necessidades”, estando prevista, também, para breve, a entrada em funcionamento de novas salas incluídas no projeto de recuperação do hospital do Funchal.

O secretário regional complementou que “todas as disfunções” verificadas na principal unidade de saúde do arquipélago “confirmam que é preciso um novo hospital”, pelo que os investimentos imediatos que são necessários “não devem condicionar” a construção dessa nova unidade.

“Todas as obras que forem necessárias para assegurar a segurança dos doentes [no hospital], custe o que custar, com o sem PAEF (programa de ajustamento económico e financeiro), temos de fazer”, sublinhou.

Ainda sobre a construção de um novo hospital, o governante defendeu “ser muito difícil, tecnicamente, ter uma nova unidade, com chave na mão antes de sete anos”, acrescentando que, “até final do mês”, será apresentado o relatório técnico para ser colocado em discussão pública.

Manuel Brito considerou que “o novo hospital é uma causa regional” e "um bom investimento", que deve “comprometer todos”, insistindo haver a “possibilidade de compromisso para inscrever o projeto como de interesse comum” e mencionando que decorrem encontros com os responsáveis do Ministério da Saúde sobre o assunto.

O responsável também assegurou que se vai manter a contratualização médica, referindo que o recurso aos serviços privados apenas acontecerá depois “da capacidade interna estar esgotada”.

Manuel Brito e os outros responsáveis responderam ainda a perguntas relacionadas com o problema da falta de médicos, das altas problemáticas, de medicamentos, da rutura no armazenamento de várias vacinas, entre outros.


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